Ataque de drones arrasa metade da produção diária de petróleo saudita

Ataque de drones de rebeldes às refinarias da Aramco vai levar a uma quebra na produção na ordem dos cinco milhões de barris diários, ou 5% da produção mundial de petróleo.

A produção de petróleo da Arábia Saudita vai cair para metade, depois de um ataque coordenado dos rebeldes do Iémen ter provocado sérios estragos nas maiores refinarias do país na madrugada deste sábado. A redução na produção resultante deste ataque deverá chegar aos cinco milhões de barris diários, que representam 5% da produção mundial de petróleo diária, segundo o The Wall Street Journal (acesso pago).

O Conselho de Administração da Aramco, a gigante petrolífera saudita, está a preparar um plano de emergência para dar resposta à quebra na produção diária, admitindo vender parte das reservas nos mercados internacionais para compensar a quebra na oferta, o que faria os preços do petróleo dispararem. Na última semana, o barril de Brent chegou a baixar da fasquia dos 60 dólares.

O ataque com drones já reivindicado pelos rebeldes Huthis. Provocou incêndios em duas instalações petrolíferas da gigante saudita Aramco no leste do país. O ataque perpetrado com drones, o terceiro ataque em cinco meses, provocou incêndios nas instalações situadas em Abqaiq e Khurais.

“Às 4h00 locais (2h00 em Lisboa) equipas de segurança da Aramco intervieram para apagar incêndios em duas instalações”, indicou o ministério do Interior saudita, maior exportador mundial de petróleo. “Os dois incêndios foram apagados”, adianta o ministério. As autoridades sauditas parecem ter reforçado a segurança nas duas instalações, impedindo os jornalistas de se aproximarem, refere a AFP.

Os Huthis, apoiados politicamente pelo Irão, grande rival regional da Arábia Saudita, reivindicam regularmente lançamentos de mísseis com drones contra alvos sauditas e afirmam que agem como represália contra os ataques aéreos da coligação militar liderada pela Arábia Saudita, que intervém no Iémen em guerra desde 2015.

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