Crédito ao consumo bate novo máximo. Foram 687 milhões de euros em julho

Os bancos e as financeiras concederam 687 milhões de euros em empréstimos para consumo, em julho. Trata-se do valor mais elevado de um histórico que se iniciou em 2013.

Após um mês de quebra, a concessão de crédito ao consumo voltou a ganhar tração, atingindo um novo máximo histórico em julho. Naquele mês, os bancos e as financeiras concederam mais de 687 milhões de euros em novos empréstimos com esse fim. Trata-se do montante mais elevado, pelo menos desde 2013, ano em que começa o histórico do Banco de Portugal.

Os dados divulgados pela entidade liderada por Carlos Costa mostram que, em julho, os portugueses se financiaram em 687,6 milhões de euros para consumo. Este montante corresponde a uma subida de 21,5% face aos 566 milhões que se tinham registado em junho. E de 15,22% quando comparado com os 596,8 milhões de euros que tinham sido disponibilizados pelos bancos e financeiras em junho do ano passado.

O valor total do crédito para consumo concedido, em julho, superou o anterior máximo do histórico que tinha sido estabelecido em maio.

Evolução do crédito ao consumo desde 2013

Fonte: Banco de Portugal

Os dados divulgados há poucos dias pela entidade liderada por Carlos Costa, dizendo respeito apenas ao financiamento disponibilizado pelos bancos (financeiras não são consideradas), já apontavam para esse novo recorde. Naquela ocasião, foi avançado que a nova concessão de crédito ao consumo por aquele segmento tinha ascendido a 515 milhões de euros, o valor mais elevado do histórico do Banco de Portugal com início em janeiro de 2003.

Crédito para comprar carro continua a dominar

Foi sobretudo o crédito automóvel que mais contribuiu para o incremento da concessão de crédito ao consumo. Com este fim, os bancos e as financeiras disponibilizaram 298,4 milhões de euros, em julho. Trata-se do valor mais elevado do histórico considerado pelo Banco de Portugal, suplantado o máximo até agora observado, em maio do ano passado.

Entre junho e julho, o aumento do crédito automóvel foi de 30,8%. Quando comparado com o mesmo mês do ano passado, o incremento é de 5,4%.

O “bolo” do crédito neste segmento foi para a compra de carro usado, com reserva de propriedade. Foram concedidos 187 milhões de euros com este tipo de financiamento, um aumento de 30,4% face a junho e de 7,7%, em termos homólogos.

Para a aquisição de viaturas novas, também com financiamento com reserva de propriedade, foram dados 69,4 milhões de euros: mais 29,2% que em junho e 1,92% acima do período homólogo.

Em ALD, o crédito automóvel ascendeu a 32,5 milhões no caso dos novos e 9,6 milhões nos usados. Ou seja, aumentos de 34,1% e 37%, respetivamente, em termos mensais.

Os outros créditos pessoais — segmento que inclui, por exemplo, o financiamento de férias e a aquisição de eletrodomésticos — foi outro dos principais motores da disponibilização de crédito ao consumo. Foram concedidos 292,2 milhões de euros com esse fim, em julho. Ou seja, 15,9% acima do valor registado em junho e 28,5% superior ao período homólogo.

Já o segmento de cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto, registou uma disponibilização de 85 milhões de euros: mais 11,4% que em junho e 8,9% acima do verificado em julho do ano passado.

Por sua vez, o financiamento com a finalidade educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamentos, foi responsável por 58,7 milhões de euros, em julho. Este valor corresponde a um aumento de 29,9% face a junho e de 52% quando comparado com o mesmo mês de 2018.

(Notícia atualizada às 11h39 com mais informação)

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