Participação nas eleições cai para 38,59% até às 16h00. É inferior à de 2015

A participação nas eleições até às 16h00 fixou-se em 38,59%, segundo dados oficiais. É uma taxa inferior à de 2015, mesmo em termos absolutos.

A participação eleitoral até às 16h00 foi de 38,59%, numa altura em que faltavam três horas para o fecho das urnas em Portugal continental e na Madeira, e mais uma hora nos Açores. Os dados oficiais foram atualizados pela secretaria-geral do Ministério da Administração Interna.

A taxa apurada é inferior à registada no mesmo período durante as legislativas de 2015, altura em que tinham votado 44,38% dos eleitores até à mesma hora. Mesmo tendo em conta valores absolutos, terão votado, aproximadamente, menos 163,3 mil portugueses, segundo cálculos do ECO tendo por base o número oficial de recenseados em 2019 e 2015.

A taxa de abstenção oficial só pode ser apurada após a contagem dos votos, depois do fecho das urnas. Ao meio dia, tinham votado 18,83% dos eleitores, um número inferior ao de 2015, mas que representou uma subida de 18,5 mil no número absoluto de votantes, como noticiou o ECO.

Este ano, há um recorde de 10,8 milhões de eleitores recenseados, contra os 9,8 milhões em 2015. A subida expressiva é explicada com o recenseamento automático de cidadãos emigrantes e desatualização dos cadernos eleitorais.

Esta é a primeira vez que há menos de 40% de afluência às urnas às 16h00 do dia de eleições. Em 2015, a taxa de afluência às 16h00 era de 38,59%, cerca de 4,3 milhões de votantes, contra os quase 4,2 registados este domingo, até à mesma hora.

Os rostos dos maiores partidos votaram todos durante a manhã e aproveitaram a presença dos jornalistas para apelarem a uma maior participação eleitoral nestas eleições. “Cada um tem o seu voto e pode decidir o seu futuro”, disse o secretário-geral do PS, António Costa, a partir de Benfica (Lisboa). Rui Rio, presidente do PSD, disse esperar que “a abstenção baixe” nestas legislativas, em declarações em Massarelos (Porto).

Já depois de conhecidos estes primeiros números sobre a participação eleitoral nestas legislativas, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, endureceu o discurso. Depois de ter votado em Celorico de Basto, disse que “vêm aí anos que não vão ser fáceis”.

(Notícia atualizada às 17h11 com mais informações)

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