Votaram 18,83% dos eleitores até ao meio-dia. Afluência cai face a 2015, mas mais gente votou

Até ao meio-dia votaram nestas legislativas 18,83% dos eleitores recenseados, segundo os dados oficiais. Afluência desce face às eleições de 2015, mas houve mais gente a votar.

A afluência às urnas até ao meio dia deste domingo foi de 18,83%, revelou a secretaria-geral do Ministério da Administração Interna. O valor é menor do que os 20,65% registados até às 12h00 nas legislativas anteriores, de 4 de outubro de 2015, mas representa uma subida no número de votantes, uma vez que há mais recenseados em 2019 do que em 2015.

Comparativamente com as legislativas de 2015, a participação eleitoral é menor em 1,82 pontos percentuais. No entanto, houve mais 18,5 mil pessoas a votar este ano do que em 2015, até ao meio dia, tendo em conta que este ano há mais de 10,8 milhões de eleitores e que, em 2015, o número de eleitores rondava os 9,77 milhões.

Os rostos dos maiores partidos votaram todos durante a manhã e aproveitaram a presença dos jornalistas para apelarem a uma maior participação eleitoral nestas eleições. “Cada um tem o seu voto e pode decidir o seu futuro”, disse o secretário-geral do PS, António Costa, a partir de Benfica (Lisboa). Rui Rio, presidente do PSD, disse esperar que “a abstenção baixe” nestas legislativas, em declarações em Massarelos (Porto).

Já depois de conhecidos estes primeiros números sobre a participação eleitoral nestas legislativas, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, endureceu o discurso. Depois de ter votado em Celorico de Basto, disse que “vêm aí anos que não vão ser fáceis”.

O apelo que faço, renovado, é que as pessoas percebam que vão ser quatro anos com estas dificuldades. Quatro anos em que o voto de hoje vai ter uma importância fundamental”, afirmou, lembrando que nunca houve tantos partidos a concorrer a umas eleições legislativas em Portugal.

Evolução da taxa de abstenção em eleições legislativas

Fonte: Pordata

O problema da abstenção, visto como uma ameaça ao Estado democrático, tem vindo a agravar-se a cada eleição em Portugal. Em 1975, nas primeiras legislativas após o 25 de abril, só 8,5% dos eleitores não foi votar. A partir de 2009, a composição da Assembleia da República passou a ser decidida com taxas de abstenção acima de 40%, chegando aos 44,1% em 2015.

(Notícia atualizada pela última vez às 15h05 para clarificar que, apesar de a participação ser menor, houve mais eleitores a votar)

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