VIC Properties vai estrear-se na bolsa de Lisboa em 2020

A VIC Properties junta-se à Merlin Properties, que vai passar a estar cotada na bolsa nacional nos próximos meses. No entanto, nenhuma das duas empresas do setor imobiliário quer arriscar em ser SIGI.

A VIC Properties quer estrear-se na bolsa de Lisboa até junho do próximo ano. A promotora imobiliária já tinha anunciado o objetivo de ser cotada, mas define agora o prazo. Há, assim, duas as empresas do setor imobiliário a preparar o processo de entrada na bolsa de Lisboa e ambas rejeitam adotar o novo regime das Sociedades de Investimento e Gestão Imobiliária (SIGI).

A dona do condomínio de luxo Prata Riverside Village emitiu, em abril, 250 milhões de euros em obrigações convertíveis garantidas para preparar a admissão à negociação. Na altura, o plano estava ainda a dar os primeiros passos e não havia sequer certezas de que a dispersão será feita na bolsa de Lisboa.

A VIC Properties adiantou esta quarta-feira ao ECO que já avançou com o processo, estando em contacto com bancos de investimento e com a Euronext Lisbon. A admissão ao mercado acionista permitirá a investidores nacionais e internacionais investir no imobiliário em Portugal.

Focada no mercado imobiliário residencial português, o projeto mais significativo da VIC Properties é o complexo Prata Riverside Village, na freguesia lisboeta de Marvila. A empresa explica ainda sobre a sua atividade que atua desde o momento de identificação dos terrenos, durante a fase de planeamento, até à construção e venda, bem como a administração da propriedade e os serviços associados.

A VIC Properties junta-se à Merlin Properties, que vai passar a estar cotada na bolsa nacional nos próximos meses. A SOCIMI espanhola tem já em curso o processo de dual listing, pretendendo ter ações admitidas ao mercado espanhol e português até ao final deste ano.

No entanto, nenhuma das duas empresas quer arriscar para já ser uma SIGI. Este regime, criado no início do ano pelo Governo, consiste em empresas imobiliárias com capital social superior a cinco milhões de euros disperso na totalidade em bolsa (com 20% nas mãos de pequenos investidores) e que distribuem entre 80% e 90% dos lucros na forma de dividendos. As SIGI têm de receber o aval da Comissão do Mercado de Valores Imobiliários (CMVM), após a colocação em bolsa, para terem esta categoria.

As SIGI, tal como está a regulamentação, não nos deixam encaixar. Gostaríamos de ser uma SIGI mas, tal como estão regulamentadas, não nos permite”, disse Inés Arellano, responsável pelas relações com investidores da Merlin Properties, em entrevista ao ECO na semana passada.

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