Economia dá sinais de recuperação em agosto. Balança externa entra em terreno positivo

Em agosto, o indicador de atividade económica calculado pelo INE acelerou e a balança externa passou a ter um saldo positivo, revelou esta quinta-feira o Banco de Portugal.

A economia portuguesa voltou a dar sinais de retoma em agosto, com o indicador de atividade calculado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a acelerar pelo segundo mês seguido. Também nas relações comerciais e financeiras com o exterior, houve notícias positivas. Segundo dados publicados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal, o saldo da balança corrente e de capital entrou em terreno positivo pela primeira vez este ano, mas a comparação com o ano anterior mantém-se desfavorável.

“O indicador de atividade económica aumentou ligeiramente em agosto, à semelhança do observado no mês anterior”, diz o INE na Síntese Económica de Conjuntura publicada esta quinta-feira. No mês em análise, este indicador — que serve para medir a tendência de evolução da economia portuguesa — apresentou uma subida de 1,9% face ao mesmo mês do ano anterior. Este registo significa uma aceleração face ao mês anterior, quando subiu 1,8%.

Apesar destes sinais, os indicadores qualitativos para setembro não são tão favoráveis. “O indicador de clima económico, disponível até setembro, diminuiu, após ter estabilizado no mês anterior”, afirma o INE. Este indicador mede a confiança dos empresários, ou seja, dá uma perceção quanto às expectativas do lado da oferta.

Esta quinta-feira, também o Banco de Portugal publicou dados relevantes para a economia portuguesa. A instituição revela que, “até agosto de 2019, o saldo conjunto das balanças corrente e de capital fixou-se em 685 milhões de euros”. Isto significa que pela primeira vez este ano o saldo da balança externa apresenta um valor positivo – até julho Portugal apresentava um défice de 1633 milhões de euros, o que se traduziu num agravamento de 165% face ao mesmo período do ano anterior. No entanto, a posição desta balança continua pior do que um ano antes.

O banco central destaca que o saldo positivo de 685 milhões, acumulado até agosto deste ano, “compara com 2.717 milhões de euros em igual período de 2018”. Tal como se vê no gráfico publicado pelo banco central, nos dois anos anteriores a balança externa tinha virado positiva mais cedo.

Para esta evolução face ao período homólogo contribuíram todas as componentes, à exceção da balança de rendimento primário, explica o banco central.

“O défice da balança de bens aumentou 1.789 milhões de euros e o excedente da balança de serviços diminuiu 473 milhões de euros. Nos primeiros oito meses do ano, as exportações de bens e serviços cresceram 2% (1,4% nos bens e 3,0% nos serviços) e as importações aumentaram 6% (4,9% nos bens e 10,9% nos serviços).”

(Notícia atualizada)

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