Salários em engenharia e operações vão aumentar em 2020

O setor de engenharias e operações está bem e recomenda-se. Segundo a consultora Robert Walters, em 2020, a procura destes profissionais vai subir e os salários deverão aumentar em 10%.

A procura por perfis das áreas de gestão de operações, procurement, logística e manufatura tem sido impulsionada pelo crescimento económico, combinado com exportações em alta, sobretudo na área da indústria automóvel, máquinas e equipamentos, plásticos, papel, produtos metalúrgicos, calçados e vestuário.

Em 2020, a procura de profissionais no setor de engenharia e operações vai continuar a crescer, acompanhada com uma subida de 10% nos salários, revela a consultora Robert Walters sobre as tendências do setor.

Salários sobem 10% em 2020

A taxa de desemprego nas áreas da engenharia e operações deverá continuar a diminuir, e os salários poderão aumentar 10% durante o próximo ano.

Os novos concursos para a construção de centrais de energia solar e as iniciativas privadas relacionadas com energia eólica offshore vão resultar “numa maior procura por perfis vinculados à engenharia, procurement (por exemplo, gestores comerciais) e construção (project manager, engenheiros civis e eletromecânica) e numa necessidade estável, mas alta, de perfis de O&M (organização e métodos)”, revela a consultora.

O setor do imobiliário, construção e infraestruturas vão continuar a revigorar o mercado de trabalho, sublinha a Robert Walters, devido aos “grandes projetos de investimento em infraestruturas de transporte e ao dinamismo do setor de turismo. “Tudo isto se tem traduzido numa forte necessidade de contratação, desde consultores e especialistas técnicos, facility technicians, gestores de planeamento, arquitetos técnicos, asset managers, project managers, cost control engineers e contract managers.

Engenharia também requer soft skilss

Atualmente, as áreas que registam uma maior procura neste setor são engenharia industrial e mecânica, indústria aeroespacial, farmacêutica, automação, produção elétrica e eletrónica, energias renováveis e ambiente, consumer electronics e medical device. Por outro lado, os setores com mais ofertas de emprego são a construção, o setor automóvel, food & beverages, imobiliário, retalho, produção alimentar e consumer electronics. Durante este ano, os setores com maior crescimento da oferta de emprego para estes profissionais foram as engenharias renováveis e do ambiente, imobiliário, embalagens, produção elétrica e eletrónica, farmacêutica e produção ferroviária.

Para recrutar, procuram-se profissionais com conhecimentos em gestão de operações, melhoria contínua, capacidade e business planning, procurement e quality management.

Neste setor, 75% dos profissionais de engenharia e operações têm um mestrado, 12% tem um MBA. Contudo, alerta a consultora, as soft skills vão continuar a ser a prioridade no recrutamento em engenharia. “Com estes profissionais, as empresas podem liderar tanto em termos de conhecimento e capacidade técnica, como também por uma maior fluidez nas equipas, uma boa comunicação ao longo processo de tomada de decisão, e uma adaptabilidade antecipada e facilitada”, reforça a Robert Walters.

As cidades que perderam mais profissionais de engenharia e operações em 2019 foram Faro, Aveiro e Viseu, sendo que o Porto, Lisboa e Braga foram que atraíram mais talento.

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