Salários no setor IT vão aumentar em 2020

Profissionais de IT são cada vez mais procurados. Há novas especializações que vão aumentar a procura e os salários vão continuar a subir. A consultora Robert Walters faz uma previsão para 2020.

Em 2020, e de acordo com a consultora de recrutamento Robert Walters, o setor de IT vai continuar com uma elevada procura de profissionais, vão ser necessárias novas competências e, por isso, prevê-se ainda que os salários cresçam. A área das telecomunicações, software, banca, serviços financeiros, seguros, cibersegurança e desenvolvimento, são setores em que a procura de profissionais é cada vez mais acentuada.

O setor das tecnologias de informação (TI) é um “propulsores do mercado no país nas suas mais diversas especializações”, o que tem contribuído para a crescente procura de profissionais. Por isso, será a área que mais vai crescer em termos de empregabilidade para profissionais de IT, diz a Robert Walters. As telecomunicações, computer software, internet e recursos humanos também vão crescer no próximo ano.

O futuro requer novas competências

Os sistemas cada vez mais complexos, como a data science, machine learning e inteligência artificial (AI) vão exigir mais versatilidade e um conjunto de competências profissionais distintas. Assim, serão cada vez mais requisitados: programadores python, profissionais para implantação de ERPs como SAP, perfis em outsystems, programadores mobile e especialistas em segurança da informação, refere a consultora.

"As empresas que quiserem manter os melhores profissionais, para além de terem de oferecer um excelente pacote salarial, terão de se preocupar com muitos outros benefícios para atrair e manter talento, principalmente flexibilidade, possibilidade de trabalho remoto, e medidas que assegurem o work-life balance.”

Robert Walters

“Poucas empresas hoje podem preterir de disponibilizar os seus serviços em telemóveis, e menos ainda as que podem arriscar-se (até legalmente, visto as normas de RGPD) a ter dados confidenciais expostos”, sublinha a Robert Walters.

Em 2020, diz a Robert Walter, o panorama será semelhante, com uma ampliação da necessidade de profissionais de Devops [desenvolvimento e operações] e os profissionais especializados em IaC (Infrastructure as a Code), que são responsáveis pela nova tendência de gerir e provisionar os centros de processamento de dados, estando intrinsecamente ligados à cloud computing.

Em 2019, os setores com mais oferta de emprego foram a indústria elétrica e eletrónica, program development, management consulting, market research, companhias aéreas e aviação, energias renováveis e ambiente, computer software, produção alimentar, indústria farmacêutica, internet e serviços financeiros.

Salários vão aumentar em 2020

Os salários para profissionais de IT são os que mais têm subido nos últimos anos, sendo das áreas mais bem pagas em Portugal atualmente. Neste setor, a área de data & analytics, é aquela que tem tido aumentos mais significativos. Por exemplo, um big data specialist com dois a cinco anos de experiência em 2019, podia ganhar entre 45.000 e 55.000 euros brutos por ano, sendo que em 2020 a Robert Walters estima que possa ganhar até 65.000 euros. Da mesma forma, um data scientist, que ganha entre 50.000 e 60.000 euros brutos por ano, pode ver o salário anual crescer até 70.000 no próximo ano.

Os profissionais de IT são os mais difíceis de contratar, tendo na sua maioria mais do que uma oferta de emprego por onde escolher, devido à sua escassez e elevada procura pelo mercado. A agravar a escassez de oferta, muitos profissionais saem do país com ofertas de emprego para Espanha, Holanda, Brasil ou Estados Unidos. Em Portugal, cidades como Aveiro, Leiria e Ponta Delgada têm visto os seus profissionais migrar para a capital ou mesmo para fora do país.

Assim, “as empresas que quiserem manter os melhores profissionais, para além de terem de oferecer um excelente pacote salarial, terão de se preocupar com muitos outros benefícios para atrair e manter talento, principalmente flexibilidade, possibilidade de trabalho remoto, e medidas que assegurem o work-life balance”, alerta Robert Walters.

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