Fundo de 50 milhões de Paddy Cosgrave já está a investir nas startups

Lançado em novembro do ano passado, o fundo Amaranthine já fez os primeiros investimento. "Vemo-nos como um parceiro silencioso nesta matéria", diz Paddy.

O fundo Amaranthine, que pertence ao Web Summit, já fez os primeiros investimentos, garantiu Paddy Cosgrave, CEO da empresa, em entrevista ao ECO. Sem adiantar pormenores, o cofundador e CEO do Web Summit diz que a empresa tem, neste caso, um papel mais reservado em termos de comunicação.

“Já fizemos investimentos mas acho que os fundos podem ter duas estratégias: uns fazem investimentos e falam deles ao mundo. E há outros que os fazem e focam-se em apoiar os empreendedores. Do nosso ponto de vista, os fundos não têm a ver com o investidor mas com a empresa. Vemo-nos como um parceiro silencioso nesta matéria“, explica.

O irlandês falou pela primeira vez no fundo há um ano, em entrevista ao Financial Times. Na altura, Paddy Cosgrave referia que o Web Summit, além de organizar a maior conferência de tecnologia e empreendedorismo do mundo queria começar a investir em negócios em que acreditava [acesso condicionado]. Na altura, o CEO do Web Summit anunciava o lançamento do fundo Amaranthine no valor de 50 milhões de dólares (cerca de 44 milhões de euros) para poder continuar a ajudar algumas das mais prometedoras participantes no evento.

“Nós ajudamos algumas empresas de uma forma forte durante três dias. Mas, o que acontece nos outros 362 dias?”, questionava Paddy Cosgrave na altura, justificando a decisão. A gestão do fundo está a cargo de um ex-gestor do Goldman Sachs e de um dos cofundadores do Web Summit.

Criado em Dublin em 2010 e, com apenas poucas centenas de assistentes nessa época, o evento mudou-se para Lisboa em 2016 e, em 2018, juntou pouco menos de 70 mil pessoas em Lisboa. Para a edição deste ano, a organização do evento anunciou esta sexta-feira que os bilhetes estão, mais uma vez, esgotados. A conferência deverá acolher mais de 70 mil pessoas e decorre na FIL e no Altice Arena entre segunda-feira, 4 de novembro, e quinta-feira, 7 de novembro. Este ano, mais de 2.000 startups e cerca de 1.500 investidores participam no evento.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Fundo de 50 milhões de Paddy Cosgrave já está a investir nas startups

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião