The Gathering marca ritmo do pré-Web Summit em Cascais

Evento reúne empreendedores, investidores e alguns speakers em Cascais, e marca o aquecimento para a maior conferência de empreendedorismo e tecnologia do mundo.

Paddy Cosgrave, CEO e cofundador do Web Summit, com Artur Pereira, country manager do Web Summit e Miguel Pinto Luz, vice-presidente da câmara de Cascais, na conferência de imprensa na Nova SBE, em Carcavelos, na manhã deste domingo. Sam Barnes/The Gathering via Sportsfile

Paddy Cosgrave chega bem antes da hora marcada e espera pelos jornalistas do lado de dentro da entrada da Nova SBE, em Cascais. Desde sábado à noite que cerca de 200 convidados — entre os quais estão empreendedores, investidores, oradores do evento e alguns jornalistas — estão reunidos, em Cascais, no The Gathering, evento em estreia este ano e que marca o arranque da preparação para o Web Summit. O evento é uma espécie de mistura entre o Founders — que juntava fundadores de startups — e a Surf Summit — que costumava acontecer na Ericeira — que, pela primeira vez, não acontecem durante o evento, desde que o Web Summit se mudou para Lisboa.

O maior evento de empreendedorismo e tecnologia do mundo está a pouco mais de 24 horas de arrancar, no Parque das Nações, em Lisboa, mas durante todo o dia deste domingo duas centenas de pessoas de todas de vários continentes já têm programa garantido, entre sessões inspiracionais, de networking e outras atividades.

Para Miguel Pinto Luz, vice-presidente da câmara de Cascais, o The Gathering é um “sinal de que Cascais continua a atrair eventos mais especiais” e de que é possível, longe dos palcos da FIL, estar “à vontade para dizer tudo aquilo que se sente”.

“A tecnologia está cada vez mais política, como todas as empresas. E o Web Summit é exemplo disso”, explicou esta manhã Paddy Cosgrave, em conversa com os jornalistas, elogiando as características de Cascais.

O Web Summit arranca já esta segunda-feira, dia 4 de novembro, à tarde, e conta com a participação do whistleblower Edward Snowden na sessão de abertura. Antes, durante a manhã, dá-se início ao Venture, o evento que decorre ao mesmo tempo do que a conferência e que junta centenas de investidores na cidade. Esta é a quarta edição do Web Summit a decorrer em Lisboa, depois da vinda do evento para Portugal em 2016, depois de deixar a cidade-Natal, Dublin.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

The Gathering marca ritmo do pré-Web Summit em Cascais

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião