Centeno diz que Portugal está numa posição “absolutamente invejável”

  • ECO
  • 9 Novembro 2019

"Portugal não pode outra vez parar projetos, sonhos e ideias. Por isso tem de ser bem financiado e é preciso que encontremos os recursos financeiros para o pagar", afirmou o ministro das Finanças.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, diz que o caminho começado pelo anterior Governo é para continuar, até porque deixou o país numa “posição absolutamente invejável” a nível europeu. Esta sexta-feira, Centeno esteve na Moita para apresentar as linhas gerais do programa do Governo para os próximos quatro anos.

“Portugal não pode outra vez parar projetos, parar sonhos e parar ideias. Por isso tem de ser bem financiado e bem planeado e é preciso que encontremos os recursos financeiros para o pagar”, afirmou Mário Centeno sobre o programa de Governo, em declarações transmitidas pela SIC Notícias (acesso livre).

O ministro das Finanças defendeu que, ao contrário de outros partidos, o PS tem como objetivo cumprir aquilo a que se propôs, acusando outros partidos de terem feito “leilões de promessas” que não pretendiam cumprir. “Falámos muito durante as últimas semanas em desejos de eleições, em particular leilões de promessas de quem não estava a pensar cumpri-las porque não era esse o objetivo com que as faziam“, disse.

O ministro retomou, assim, uma expressão que marcou toda a campanha eleitoral, na qual apelou várias vezes aos partidos que não entrassem em leilões eleitorais. Durante a campanha, assumiu protagonismo ao desafiar o líder do PSD para um debate sobre contas públicas e chegou a integrar uma sondagem sobre intenções de voto que o colocava lado a lado com os outros líderes partidários.

“Mas nós temos a obrigação de cumprir aquilo que já começámos e começámos de uma forma que nos coloca numa posição absolutamente invejável em termos europeus e naquilo que é a experiência recente — infelizmente muitas vezes não positiva — da economia portuguesa”, acrescentou Centeno.

Há duas semanas, o novo Governo liderado por António Costa tomou posse, tendo-se seguido o primeiro Conselho de Ministros da legislatura. Em cerca de quatro horas aprovou o programa de Governo, que contém uma parte dedicada às contas públicas onde mantém na agenda do Executivo a redução da dívida pública, a criação de saldos primários e a contenção da despesa pública.

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