Preços das telecomunicações são baixos em Portugal, conclui estudo da Apritel

A Apritel encomendou um estudo à Deloitte para saber como comparam os preços das telecomunicações em Portugal com o resto da UE. Conclui que são até 34% mais baixos do que a média dos Estados-membros.

A associação que representa as operadoras contratou um estudo à Deloitte que conclui que Portugal é o segundo país da União Europeia (UE) com os “preços mais baixos nas comunicações eletrónicas”. O trabalho tem em conta a “paridade do poder de compra e a dimensão da fiscalidade” de cada Estado-membro, garantiu o secretário-geral da Apritel, Pedro Mota Soares, num evento de apresentação em Lisboa.

“Esta é a primeira vez que estamos a apresentar um estudo em que efetivamente estamos a comparar o que é comparável”, explicou o também ex-ministro e ex-deputado, confrontado com o facto de as conclusões do estudo seguirem a contracorrente com as do Eurostat. Em junho, o organismo europeu revelou que as comunicações em Portugal são 19,7% mais caras do que a média da UE.

Segundo Francisco Cal, coordenador do estudo da Deloitte, a diferença está na “metodologia” usada. O trabalho para a Apritel assenta na “metodologia da oferta predominante”, que analisa quanto custam na UE os pacotes de três e quatro serviços (3P e 4P) e com características semelhantes nos vários países. Estas são as ofertas mais comuns entre as famílias portuguesas, segundo dados da Anacom citados pela associação.

A conclusão: os preços médios dos pacotes 3P em Portugal são 34% mais baixos do que a média da UE, de 38,60 euros face a 58,05 euros, enquanto no 4P são 20% inferiores à média europeia, de 59,94 euros face a 75 euros.

Segundo o mesmo responsável da Deloitte, o estudo teve em conta o setor em dez países europeus semelhantes a Portugal do ponto de vista da “diversidade da oferta”. Entre eles, Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Estónia, França, Hungria, Irlanda, Países Baixos e Reino Unido.

Apenas França tem comunicações mais baratas do que Portugal e, imediatamente a seguir ao mercado nacional, o terceiro lugar do pódio da acessibilidade das telecomunicações é partilhado pela Áustria e pela Alemanha. Quanto aos países com comunicações eletrónicas mais caras, a Bélgica é o país mais caro no 3P e a Hungria no 4P.

Instado a tirar ilações das conclusões do estudo, Pedro Mota Soares considerou ser “uma resposta” que é “satisfatória”. “Portugal compara bastante com a UE no preço e serviço prestado ao consumidor” apontou. Contudo, reconheceu que é “um setor muito competitivo, muito concorrencial”, e que mesmo assim “tem tido a capacidade de investir muito”.

(Notícia atualizada pela última vez às 11h21)

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