Finance for Growth ajuda empresas a diversificar fontes de financiamento

  • ECO
  • 21 Novembro 2019

O programa Finance for Growth tem como missão ajudar as empresas a saber diversificar fontes de financiamento, melhorar as condições de acesso ao financiamento e investirem de forma sustentada.

O Finance for Growth entrou na quarta, e penúltima, fase a “Finance Meetings for Growth”. É um programa de informação e capacitação, com o envolvimento de investidores / financiadores, especialistas de mercado, analistas, auditores, universidades e reguladores. O programa tem como objetivo ajudar as empresas a saber diversificar fontes de financiamento, melhorar as condições de acesso ao financiamento e investirem de forma sustentada.

Por estas sessões já passaram mais de 500 empresas, como a Oldtrading, CHS ou a João & Feliciano. As empresas envolvidas têm reuniões coletivas de cooperação sobre conhecimento, networking e financiamento. Neste encontro o financiamento, business plan e estratégia foram alguns dos temas abordados.

A questão do financiamento é um grande desafio para as PME. Isabel Maia, diretora-geral da clínica de reabilitação neurológica (CHS) refere que “as PME têm sempre dificuldades na questão do financiamento” e que é essencial ter “parceiros que acreditam nas empresas e que nos possam apoiar”.

Ricardo Santos, CFO da João & Feliciano, explica ao ECO que nestas sessões se “aprende a olhar para os balanços das empresas e a mexer em instrumentos financeiros”. Refere que antes de ingressarem no programa Finance for Growth a empresa utilizava o factoring com recurso, que é uma solução financeira de curto prazo. Todavia, diz que era uma opção “mais cara e reconhecida como dívida no balanço” da empresa. Graças a este programa percebeu que era possível adotar outras alternativas, nomeadamente o factoring sem recurso. Explica que a mudança “não custou mais nada”, até pelo contrário, “acarreta menos custos e acabou por alavancar a nossa autonomia financeira”.

Todas as ferramentas que tenho aprendido no Finance for Growth são uma mais-valia na questão da gestão e da estratégia do negócio.

Isabel Maia

Diretora geral da clínica de reabilitação neurológica (CHS)

Isabel Maia corrobora a ideia de Ricardo Santos e exemplifica. “Na nossa empresa estávamos como uma solução um pouco obsoleta (…) acabamos por optar por procurar outras ferramentas. Contraímos com o nosso banco uma conta corrente caucionada e deixámos de parte a utilização das letras”, explica. Acrescenta ainda que, através destes meetings, saíram “com outra perspetiva para procurar outras soluções” que os podem “ajudar ainda mais”.

Para a diretora-geral da clínica de reabilitação neurológica (CHS) o programa fornece ferramentas e metodologias que ajudam as PME a perceber qual o melhor rumo a seguir. “Todas as ferramentas que tenho aprendido no Finance for Growth são uma mais-valia na questão da gestão e da estratégia do negócio”, refere Isabel Maia.

O projeto levou a Vila Nova de Famalicão, a consultora do departamento técnico da Ordem dos Contabilistas Certificados, Anabela Santos que considera que, através destas iniciativas, “há um ganho imediato de conhecimento técnico, literacia financeira e a própria literacia económica e de negócios”. “Este processo de aprendizagem pode ser visto do ponto de vista pedagógico como posteriormente ser adaptado à aplicação prática”, destaca Anabela Santos.

“O contacto com a informação e com o saber e o networking que se cria com as pessoas que participam nestas ações são sem dúvida uma mais-valia para as empresas”, destaca João Vinagre, do departamento financeiro da Oldtrading, que apresenta-se como uma empresa “especialista na investigação têxtil”.

As opiniões são unânimes e várias empresas participantes consideram a partilha de conhecimento um passo certeiro rumo ao desenvolvimento económico das PME.

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