Ursula quer aproveitar flexibilidade do PEC e elogia Elisa Ferreira

Depois de vários entraves, nomeadamente o chumbo de alguns candidatos, vai avançar a eleição da Comissão Europeia. Antes, Ursula von der Leyen apresenta o colégio dos membros e o programa.

Depois de várias entraves e polémicas, nomeadamente a falta de um comissário britânico, devido à iminência do Brexit, e o chumbo dos candidatos da França, Hungria e Roménia, que motivaram atrasos, a nova Comissão Europeia irá finalmente a votos no Parlamento Europeu.

Antes da eleição, a presidente eleita da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, apresenta o colégio dos membros da Comissão e o respetivo programa. A presidente eleita sublinhou que a grande prioridade será a luta contra as alterações climáticas. “Se há uma área em que o mundo precisa da nossa liderança é na proteção do clima. Isto é uma questão existencial para a Europa e para o mundo”, afirmou. “Como não há-de ser existencial quando vemos Veneza sob água ou as florestas portuguesas a arder”. Von der Leyen referiu que este tipo de fenómenos já aconteceram no passado mas nunca com a atual “frequência e intensidade”.

Von der Leyen disse que essa prioridade vai exigir “investimentos massivos”, públicos e privados. Reafirmou a prioridade de tornar a Europa o primeiro continente com impacto neutro em termos climáticos, para o que deverá contribuir o Pacto Ecológico Europeu a apresentar em breve, marca de água do novo executivo da União. A presidente eleita disse ainda que a transição para uma economia de baixo nível de emissões de carbono deverá ser “justa e inclusiva” ou então não terá possibilidade de acontecer.

A política alemã sublinha que a economia europeia recuperou da pior crise económica e financeira desde a segunda guerra mundial com um “mercado de trabalho forte”. Mas assumiu também que “algumas nuvens pairam no horizonte” das economias europeias, sendo que para acautelar um cenário de abrandamento é necessário “aproveitar a flexibilidade do Pacto de Estabilidade e Crescimento”, bem como “apoiar os Estados-membros com investimentos direcionados e reformas estruturais”. “Não consigo pensar numa pessoa melhor do que Elisa Ferreira para o fazer“, disse, referindo-se à comissária portuguesa que ficou responsável pela pasta da Coesão e Reformas.

Outro aspeto importante é o próximo quadro financeiro plurianual, o Orçamento europeu para 2021-2027 que divide atualmente os Estados-membros da UE. “Devemos ter a certeza de que os investimentos chegam onde é necessário”.

A presidente eleita da Comissão apelou ainda a um “novo começo” do projeto europeu para o qual pede o apoio dos eurodeputados. A Europa pode contribuir para modelar “uma ordem global melhor”. “É essa a vocação dos europeus”, disse Ursula von der Leyen

Após o debate em plenário, cada grupo político reunir-se-á brevemente para discutir as suas intenções de voto. Os eurodeputados decidirão pelo meio-dia (hora de Estrasburgo) se elegem ou rejeitam a Comissão no seu conjunto. O Parlamento Europeu elege ou rejeita a Comissão por maioria dos votos expressos, por votação nominal. Caso seja eleita, o novo executivo comunitário entra em funções no dia 1 de dezembro, por um mandato de cinco anos.

Ursula von der Leyen será a primeira mulher à frente do colégio de comissários que incluirá Elisa Ferreira, com a pasta da Coesão e Reformas, também ela a primeira mulher a ocupar o lugar do comissário indicado por Portugal.

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(Notícia atualizada às 10h00 com mais informações)

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