7 dicas para não ser enganado nesta Black Friday

Estar de olho nos preços, comparar a oferta com a concorrência, recolher informações sobre os vendedores ou manter em segurança os dados pessoais são alguns dos cuidados que devem ser tidos em conta.

Após dias e dias de publicidade nas rádios, na televisão ou na internet, chegou a Black Friday. O grande dia para as compras natalícias, importado da tradição norte-americana, vem recheado com a promessa de muitas promoções e descontos. Oportunidades de poupança que muitas pessoas não querem perder, mas em que por vezes o que parece barato pode sair caro ou trazer dores de cabeça. O ECO compilou um conjunto de sete dicas ajudar ajudar a tirar o melhor partido e evitar ir ao engano neste Black Friday.

1. Esteja de olho nos preços

“Nem tudo o que parece é”. O ditado é um importante aliado para quem não se quer deixar enganar nas compras desta Black Friday. É que por mais sonante que possa parecer a promessa de descontos de 50% ou 70%, por vezes podem não tratar-se de negócios assim tão vantajosos. Nos últimos anos, a Deco identificou diversos casos de subida dos preços antes da Black Friday, por forma a simular promoções mais interessantes, mas enganosas para o consumidor. Nesse sentido, é conveniente que o consumidor procure acompanhar a evolução dos preços do produto em que está interessado antes da Black Friday.

Se não teve oportunidade de fazer esse trabalho de casa, a Deco disponibiliza o Comparar Preços. Esta ferramenta de pesquisa regista a evolução dos preços dos produtos nas lojas online ao longo dos últimos dias, para aconselhar ou não a sua compra. Mediante a pesquisa, através do link completo do produto ou do seu nome, a ferramenta devolve um semáforo com três cores: verde (sinal de um bom negócio), amarelo (preços atuais semelhantes aos dos últimos 30 dias) e vermelho (compra desaconselhada porque o preço já esteve mais baixo).

2. Compare a oferta das diferentes lojas

Mas não basta comparar dentro da loja. Convém também olhar para a oferta da concorrência, já que muitas vezes, apesar de haver desconto, é possível encontrar preços originalmente mais baixos noutras lojas. Também aí o Comparar Preços da Deco dá uma ajuda. Ao pesquisar um produto numa dada loja, surgem simultaneamente resultados com as lojas onde este também está venda, ordenados pelo preço.

3. Verifique a qualidade dos produtos

O preço não é necessariamente um indicador da qualidade de um produto. Antes de avançar com a compra procure saber quais as características do produto e se estas estão de acordo com as suas expectativas. Muitos sites já permitem fazer essa comparação, ajudando a avaliar se uma determinada característica compensa ou não a diferença de preço.

Há ainda fóruns de discussão de compradores que partilham a sua experiência de utilização dos produtos. O Portal da Queixa, por exemplo, disponibiliza uma área específica dedicada ao Black Friday, onde os consumidores podem partilhar as suas experiências negativas na ida às compras nesta época.

4. Recolha informação sobre o vendedor

Outra das indicações que deve ser seguida, e que é válida nas compras online, é verificar os sites em que está a ser feita a aquisição. Nomeadamente, se é um site seguro, a identificação de quem tem a responsabilidade pelo site e se existe uma morada física para onde reclamar caso seja necessário. Para além de prevenir “dores de cabeça” no processo de compra do produto, ao fazer este tipo de verificação, o consumidor também se protege de eventuais fraudes.

Ao nível da segurança do site, por exemplo, é importante garantir que o respetivo domínio seja precedido pelo protocolo https, em vez do habitual http, menos seguro. E mesmo aí não há garantias totais. “Só porque o link começa por https não significa necessariamente que é seguro. Algumas fraudes começam aqui”, diz a fintech Monese, recomendando assim ao comprador que “tenha a certeza que faz compras em lojas online e usa sites de pagamentos onde o link é seguro e verificado”.

5. Proteja os seus dados

Ao fazer compras online pense duas vezes quando lhe pedirem dados pessoais adicionais. “Estão a pedir-lhe o número do passaporte ou da carta de condução? Alguns dados são irrelevantes para fazer compras e a sua identidade pode acabar por ser ‘roubada’ e usada para outros fins“, alerta a Monese, aconselhando os consumidores a protegerem “o seu ativo mais valioso, os seus dados”.

6. Conheça a políticas de compra e devolução

Optar pelas compras online em detrimento de ir a uma loja física pode evitar muitas dores de cabeça nesta Black Friday. E se essa for a opção, o utilizador está mais protegido no que respeita à política de devoluções. Qualquer que seja o argumento — seja por as características do produto não corresponderem ao esperado ou simplesmente porque o consumidor se arrependeu — pode devolver o produto. “Para o fazer, deve comunicar a sua desistência até 14 dias após a receção do produto, através do envio do formulário próprio para o efeito, ou de uma carta registada com aviso de receção ou qualquer outra declaração inequívoca de resolução do contrato”, explica a Deco. Mas há exceções. Não é possível devolver consumíveis, tais como alimentos, software descarregado online ou produtos personalizados.

No caso das lojas físicas, o comerciante não está obrigado a receber devoluções, à exceção de produtos com defeito. Neste cenário, verifique se a loja aceita devoluções e em que condições, e ainda se existem regras especiais para a devolução de produtos em períodos de promoções como é o caso da Black Friday.

7. Tem razões de queixa? Reclame

Quando tiver razões de queixa sobre o serviço prestado por um comerciante online, o consumidor deve ainda fazer valer os seus direitos procurando o apoio das entidades competentes e das várias ferramentas que estão disponíveis. Nomeadamente, o Livro de Reclamações e o Livro de Reclamações Eletrónico, onde pode inscrever a sua queixa e, por vezes, tal é o suficiente para que haja uma resolução do problema. Para ajudar a resolver conflitos relacionados com as compras online, os consumidores também podem recorrer aos centros de arbitragem de conflitos de consumo, entidades que na maioria das situações prestam serviços de forma gratuita, ou à Deco, por exemplo.

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