SIRESP já é do Estado. Governo paga sete milhões à Altice e Motorola pela rede de emergência

A SIRESP S.A. passa a ser do Estado a partir deste domingo, dia em que se efetiva o negócio fechado entre o Governo, a Altice Portugal e a Motorola este verão.

É este domingo que o SIRESP passa a ser totalmente controlado pelo Estado, depois da compra pelo Governo das participações que eram controladas pela Altice Portugal e pela Motorola, por sete milhões de euros, confirmou ao ECO fonte oficial da dona da Meo.

O Estado fica, assim, a partir de agora, com o controlo total das ações da empresa que detém a rede nacional de comunicações de emergência. Do preço a pagar pelo Estado, 5,5 milhões de euros cabem à Altice Portugal, que detinha 52,1%, enquanto os restantes 1,5 milhões cabem à Motorola, que controlava 14,90%.

Foi na quinta-feira de 13 de junho deste ano que o Conselho de Ministros aprovou a compra da totalidade da SIRESP S.A., depois semanas de negociações com as duas restantes acionistas. Em causa, uma promessa do Governo de que iria controlar o SIRESP depois das falhas registadas e que dificultaram o combate às chamadas nos grandes incêndios de 2017, incluindo o de Pedrógão Grande e os incêndios de outubro desse ano. Morreram mais de uma centena de pessoas.

Contudo, na prática, a rede vai continuar a ser mantida pela Altice e pela Motorola, enquanto fornecedoras e prestadoras de serviços externas. Em causa, uma Parceria Público-Privada (PPP) cujo fim está apenas previsto para 2021.

Como noticiou o Público em junho, os ativos da empresa SIRESP são as 451 antenas e 18 geradores da rede de redundância, os comutadores e os equipamentos das estações-base. Mas as infraestruturas em que se baseia a rede primária, o terminais e a própria tecnologia de encriptação das chamadas, conhecida por Tetra, continuam a ser fornecidas pela Altice e pela Motorola.

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