Carlos César diz que conflitos no Governo são “efabulação”

  • ECO
  • 4 Dezembro 2019

O presidente do PS criticou a exagerada "efabulação em torno dos conflitos internos" do Executivo, mas admitiu que eventuais tensões na preparação do Orçamento do Estado são naturais. 

O presidente do Partido Socialista, Carlos César, desvaloriza que exista um mal-estar dentro do Governo, relativamente à atribuição de verbas destinadas à Administração Interna por parte do gabinete de Mário Centeno, mas admite que eventuais tensões na preparação do Orçamento do Estado são naturais.

Em declarações à TSF, no programa Almoços Grátis (acesso livre), o dirigente socialista criticou a exagerada “efabulação em torno dos conflitos internos”, referindo não acreditar que se trate de “fogo“, mas apenas de “fumaça“. Carlos César acrescenta ainda que é da responsabilidade do primeiro-ministro “ver onde serão concentradas as verbas e recursos” e que lhe parece “natural” os ministros queiram alocar mais verbas.

Apesar de afirmar que não sabe de onde provêm as informações sobre divergências, o socialista aponta as eventuais tensões em consequência do “processo normal que tipifica os trabalhos preparatórios de um OE”. Carlos César acrescenta ainda que António Costa “já definiu prioridades — forças de segurança, pensões, defesa, funcionários públicos — e disse de forma clara que tinha de haver um reforço de verbas para o SNS“.

Em resposta a esta tomada de posição, o vice-presidente do PSD, citado pela TSF, disse que “arrufos” fazem parte do processo de negociação, mas que o problema são as divergências saírem “cá para fora”, revelando “falta de solidariedade” dentro do Executivo.

Faltam apenas duas semanas para Mário Centeno entregar a proposta de Orçamento do Estado para 2020 no Parlamento. A votação final foi antecipada para 6 de fevereiro, por forma a não coincidir com o arranque do congresso do PSD.

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