Insolvências aumentam globalmente, mas recuam em Portugal

  • Lusa
  • 4 Dezembro 2019

O Crédito y Caución prevê um aumento global de 3% nos níveis de insolvência em 2019 e que este aumento afete todas as regiões. Apesar disso, espera uma descida de 2% em Portugal em 2020.

A Crédito y Caución prevê que as insolvências aumentem globalmente 3% em 2019, mas espera uma descida de 2% em 2020 em Portugal, um dos países com níveis de insolvência mais elevados, foi esta quarta-feira anunciado.

Além de Portugal, a Crédito y Caución prevê que a Europa de Leste seja a única região a registar uma melhoria dos níveis de insolvência em 2019.

No mais recente Economic Outlook divulgado pela Crédito y Caución, a seguradora prevê um aumento global de 3% nos níveis de insolvência em 2019 e que este aumento afete todas as regiões, com exceção para a Europa de Leste.

Esta tendência manter-se-á em 2020 com um aumento previsto na ordem dos 2,6%, indica a seguradora, adiantando que os níveis de insolvência são mais sensíveis à atual incerteza comercial do que a evolução do Produto Interno Bruto (PIB).

As barreiras comerciais geram lucros para alguns setores e perdas para outros que poderão compensar-se em termos de crescimento económico, mas o número de falências sofrerá um incremento, precisa.

Embora as perspetivas de insolvência para 2019 e 2020 sejam pessimistas, o aumento das insolvências está relativamente contido nos 3% ao ano face aos aumentos de mais de 30% em 2008 e de 25% em 2009”, realça o relatório.

Na Europa Ocidental a seguradora prevê que, pela primeira vez desde 2013, as insolvências aumentem, designadamente 2,3% em 2019 e cerca de 1,3% em 2020.

Por países, um em cada três enfrentará a deterioração das condições de insolvência no próximo ano e um dos maiores aumentos, de 7%, é esperado no Reino Unido.

Após uma década de estímulos monetários excecionais, a dívida corporativa global aumentou significativamente, elevando a vulnerabilidade das empresas às crises económicas e financeiras, indica a Crédito y Caución.

“A desaceleração industrial mundial e a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China estão a agravar os desafios para as empresas e as perspetivas sombrias para o comércio e a incerteza da política comercial pesam no sentimento empresarial e no crescimento do investimento, o que aumenta os riscos de crédito”, conclui o relatório.

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