Estes são os cinco riscos para a economia mundial em 2020

Guerra comercial de Trump, incerteza política, abrandamento da economia chinesa, política desajustada da Fed ou a volatilidade do petróleo são os cinco riscos para a economia mundial em 2020.

Fala-se cada vez mais num abrandamento da economia mundial e as preocupações acentuam-se com a debilidade económica na Alemanha e o Reino Unido a conseguirem evitar por pouco um cenário de recessão técnica no último trimestre. A seguradora Crédito y Caución definiu quais são os principais riscos que ameaçam a solidez do crescimento económico e do comércio mundial para 2020. À cabeça está a proliferação da guerra comercial entre os Estados Unidos da América e a China, mas existem outros riscos.

  • Proliferação da guerra comercial

Tudo começou com a imposição de tarifas em produtos aduaneiros entre a China e os EUA e, a partir daí foi sempre a escalar. Em consequência disso, segundo o último Economic Outlook da Crédito y Caución a economia norte-americana está a perder força, com o crescimento do PIB a diminuir de 2,2% em 2019 para 1,6% em 2020 e os efeitos também se fazem sentir na China. Além disso, a seguradora alerta ainda para o facto de a administração de Trump decidir em breve quanto à imposição de tarifas às importações de automóveis sobre a União Europeia, o que poderá abrir uma nova frente na guerra comercial já que a medida provocaria represálias nos parceiros comerciais.

  • Incerteza Política

O aumento da incerteza influencia fortemente o comportamento económico das famílias e das empresas e, por isso, é considerado o segundo grande risco apontado pelo Credito y Caución. Nesse sentido, esta incerteza é vista como a dificuldade em prever a evolução da economia mundial e poderá afetar outros acontecimentos, como o Brexit ou a crise institucional em Itália.

  • Abrandamento da China

A guerra comercial atingiu a China num mau momento, já que o país asiático tem várias empresas estatais e administrações locais endividadas, alerta a seguidora. No decurso das tensões com os Estados Unidos foram utilizadas medidas de política monetária e fiscal que permitiram uma ligeira desvalorização da moeda. Aliado a esse fator, está o facto de a economia na China ser baseada em menos investimento e mais consumo. Na visão da Crédity Caución, tudo somado poderá levar a que a desaceleração do PIB fuja do controlo e afete as restantes economias, dada a dimensão da economia chinesa.

  • Política desacertada da Reserva Federal

Outra das grandes preocupações é a existência de uma política monetária desajustada por parte da Reserva Federal norte-americana. De acordo com a seguradora, até agora a Fed agiu adequadamente no que toca às políticas monetárias, ainda assim, a Credity Caución lembra que a Casa Branca continua a fazer pressão sobre o “inimigo”. Por isso, a margem para estímulos monetários não é muito grande. Além disso, a política da China de aumentar o consumo, cria mais dívidas e leva, por sua vez, os Governos a agirem, o que dificulta manter a recessão afastada.

  • Aumento do preço do petróleo

A possível recuperação dos preços do petróleo, encerra a lista de riscos para 2020. As reservas de petróleo estão atualmente com níveis acima do esperado, o que garante a proteção para casos como o ataque de drones a duas refinarias da Saudi Aramco que está a comprometer metade da produção de petróleo da Arábia Saudita. No entanto, o incidente colocou em evidência a preocupação quanto aos riscos geopolíticos no Médio Oriente. Segundo a Credit y Caución, uma escalada de tensões nesta região podem levar ao aumento do preço de petróleo que, “a perdurar reduziria o crescimento do PIB mundial”, lê-se.

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