Jerónimo Martins dispara 3% e impulsiona bolsa de Lisboa

O entusiasmo generalizado nas bolsas mundiais não passou ao lado do português PSI-20, que terminou a última sessão da semana a valorizar 0,41%.

A forte valorização do grupo Jerónimo Martins impulsionou a bolsa de Lisboa, na última sessão da semana. O índice de referência nacional PSI-20 fechou com um ganho de 0,41% para 5.240,09 pontos, em linha com o sentimento positivo entre as principais praças europeias.

A retalhista liderou os ganhos, com uma subida de 3% para 15,01 euros por ação. É a segunda sessão no verde para o grupo Jerónimo Martins, que há um mês não negociava acima de 15 euros. Ainda em terreno positivo, fecharam ainda a Ibersol (2,78%), a Mota-Engil (1,15%), a Galp (0,83%), a Nos (0,49%), a EDP Renováveis (0,40%) e a Ramada (0,34%).

Em sentido contrário, a EDP acabou por fechar no vermelho com os investidores a realizarem mais-valias. A elétrica liderada por António Mexia prepara-se para encaixar 2,2 mil milhões de euros com a venda de seis barragens no Douro, que acaba por mais do que compensar o alerta para o impacto que as centrais a carvão vão ter nas contas da empresa. Os títulos continuam em máximos de 2008, mas fecharam a perder 0,29% para 3,82 euros.

Foi, no entanto, o setor do papel e pasta de papel a destacar-se pela negativa no índice. A Altri perdeu 1,55% para 5,71 euros por ação, enquanto a Semapa recuou 0,73% para 13,60 e a Navigator cedeu 0,39% para 3,53 euros.

O PSI-20, tal como as restantes praças europeias, seguiu o sentimento de Wall Street, onde as ações renovam máximos graças às notícias da guerra comercial e aos dados económicos robustos. É também uma sessão de maiores volumes de negócio pela antecipação do Natal e pelo vencimento simultâneo de quatro tipos de contratos (futuros sobre índices de ações, opções sobre índices, opções sobre ações e futuros sobre ações únicas). Acontece apenas quatro vezes por ano e é conhecido como bruxaria quádrupla.

O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,72%, o alemão DAX ganhou 0,81%, o francês CAC 40 subiu 0,82% (para máximos de 12 anos) e o espanhol IBEX 35 somou 0,6%. No dia em que a Câmara dos Comuns britânica aprovou o acordo do Brexit na generalidade, o índice britânico FTSE 100 valorizou 0,11%.

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