Celebrações sem ressaca? Até 2050 vai ser possível

  • ECO
  • 24 Dezembro 2019

O neurocientista britânico David Nutt desenvolveu álcool sintético que tem a particularidade de provocar os efeitos da bebida alcoólica, mas sem ressaca. O produto deve ser comercializado em 2050.

O Natal é uma altura de festa, mas também de exageros. Já pensou na possibilidade de beber e não ter ressaca? Parece impossível, mas não é. O neurocientista britânico David Nutt desenvolveu um álcool sintético, intitulado de “alcosynth”que permite desfrutar dos “efeitos sociais” da bebida alcoólica, mas sem o inconveniente de uma ressaca no dia seguinte. O grupo de investigadores da Nutt espera que o produto possa ser comercializado até 2050, avançou o Jornal Expansión (acesso livre/ conteúdo em espanhol).

Estamos atualmente a assistir a uma alteração do paradigma em vários setores e nem a indústria alimentar escapa. Uma das principais transformações diz respeito à proteína artificial que é carne cultivada em laboratório. Não se surpreenda se daqui a uns anos estiver a degustar uma carne cultivada em laboratório. Esta tendência está a tornar-se numa opção alimentar alternativa e existem empresas que só trabalham com este tipo de “carne”. Uma delas é a empresa holandesa Mosa Meat que criou métodos de produção para proteínas cultivadas em laboratório. A empresa holandesa compete com outras startups como é o caso da Memphis Meats que criou um hambúrguer a partir de células estaminais.

O sector foodtech está relacionado como os processos de entrega e distribuição de uma forma personalizada. Só nos Estados Unidos a revolução foodtech movimenta cerca de cinco mil milhões de dólares. Cada vez mais, as startups estão a centrar-se na tecnologia de alimentos, e isto está intimamente relacionado com a revolução na forma como os produtos são consumidos: modelos de entrega e distribuição e prazos, com telefones inteligentes ou aplicativos movidos por algoritmos para seguir rotas, como é o caso da Glovo ou Uber Eats.

Sobremesas de laboratório

Se existem bebidas e proteínas alteradas, as sobremesas não podiam ficar atrás. Os fundadores do Perfect Day Ryan Pandya e Perumal Gandh lançaram em julho uma linha de gelados feitos à base de produtos lácteos produzidos em laboratório. A proteína láctea não animal é a mesma que se encontra na caseína, mas é produzida através da microflora.

Impressão de alimentos em 3D

A indústria 4.0, a robotização, a automação dos processos aliados à tecnologia permite voar mais longe. E já existe a impressão de alimentos em 3D, que é uma das revoluções que permite uma nutrição personalizada, contendo a percentagem certa de nutrientes necessários para um determinado sexo, estilo de vida ou condição médica. A empresa Natural Machines está a trabalhar nessa área e desenvolveu o Foodini, um aparelho de cozinha baseado na impressão em 3D de alimentos que permite personalizá-lo para uma dieta mais saudável.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Celebrações sem ressaca? Até 2050 vai ser possível

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião