Portugal emite 4 mil milhões em dívida a 10 anos. Paga taxa de juro abaixo de 0,5%

  • ECO
  • 8 Janeiro 2020

Portugal obteve um financiamento de quatro mil milhões de euros na emissão sindicada de dívida a 10 anos. A procura foi robusta e ajudou a baixar custo da operação: taxa de juro ficou abaixo de 0,5%.

Portugal obteve um financiamento de quatro mil milhões de euros na emissão sindicada de dívida a dez anos realizada esta quarta-feira. A procura foi robusta, superando os 24 mil milhões de euros, o que ajudou a baixar os custos da operação: a taxa de juro ficou abaixo de 0,5%.

Segundo os dados da Refinitiv, citados pela Reuters, os livros fecharam com o spread da operação a fixar-se nos 33 pontos base, abaixo do prémio inicial de 38 pontos. A este spread terá de ser somado a taxa mid swap do euro a dez anos, que está em 0,107%. Ou seja, feitas as contas, a taxa de juro final da operação terá ficado nos cerca de 0,45%.

A procura dos investidores atingiu os 24 mil milhões de euros — seis vezes a oferta –, incluindo 2,25 mil milhões de euros do sindicato de bancos que está a apoiar esta operação que envolve uma nova linha de Obrigações do Tesouro com maturidade a 18 de outubro de 2030. A emissão do IGCP é a primeira de 2020 e foram mandatados os bancos Citi, Deutsche Bank, Goldman Sachs, HSBC, JP Morgan e Novo Banco.

Os resultados finais da emissão só deverão ser conhecidos na quinta-feira, com o IGCP a revelar dados mais finos sobre a procura, seja por tipo de investidor seja por origem geográfica.

No mercado secundário, os juros associados à dívida portuguesa a dez anos estão a cair esta manhã para 0,371% — embora a taxa da emissão sindicada não seja diretamente comparável com a taxa em mercado secundário.

Em novembro de 2019, o país financiou-se a um juro de 0,333% numa emissão regular de obrigações, num montante que chegou aos 970 milhões de euros. Mas a última emissão sindicada foi a 9 de janeiro de 2019, altura em que Portugal obteve quatro mil milhões de euros em dívida a dez anos, com um juro inferior a 2%.

(Notícia atualizada pela última vez às 11h21)

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