“O país não espera maiorias negativas”. Centeno deixa avisos para a especialidade

No último dia de debate na generalidade do OE2020, o ministro das Finanças alerta os partidos para que, na especialidade, não aprovem medidas que afetem o equilíbrio das contas públicas.

Sem maioria no Parlamento e com o OE2020 a ser viabilizado com abstenções à esquerda, Mário Centeno aproveitou a sua intervenção no segundo dia de debate na generalidade para avisar os partidos para a necessidade serem responsáveis nas propostas de alteração que fizerem durante o debate na especialidade. “O país não espera maiorias negativas. Por isso mesmo. Porque são negativas”, disse o ministro das Finanças.

O governante teme o cenário de entendimentos entre os partidos à esquerda do PS e os que estão à direita em sede de especialidade no debate de o Orçamento do Estado. Medidas deste género poderiam afetar os equilíbrios orçamentais, num Orçamento que pela primeira vez, em democracia, apresenta um excedente de 0,2%.

Uma das medidas que estará no pensamento de Mário Centeno deverá ser a redução do IVA da eletricidade. Ainda antes da entrega do Orçamento do Estado, foi possível perceber que existe vontade à esquerda e à direita para aliviar a conta da luz. No entanto, o PSD acabou por defender que a medida teria de ser acompanhada de medidas compensatórias.

O ministro das Finanças não quer que sejam aprovadas medidas que “por aumentarem a despesa ou reduzirem impostos ponham Portugal no caminho do aumento da dívida” ou que “alterem o equilíbrio orçamental”.

Antes o governante tinha defendido que “este é Orçamento da letra E”, de equilíbrio, economia, empresas, estabilidade, emprego e de esquerda. Acrescentando também que este também um Orçamento da letra F, de futuro.

Mário Centeno lembrou os principais resultados dos últimos anos em indicadores como as exportações, o investimento, a economia e o desemprego. E garantiu que Portugal está hoje mais preparado para enfrentar choques externos.

(Notícia atualizada)

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