Em plena emissão de dívida, EDP dá força à bolsa de Lisboa

Apesar das desvalorizações do BCP, CTT e Galp, o PSI-20 manteve-se à tona com a ajuda da família EDP e da Jerónimo Martins. O índice esteve do lado dos vencedores num dia de perdas ligeiras na Europa.

No dia em que está no mercado para emitir dívida verde (e recomprar obrigações mais caras), o grupo EDP liderou os ganhos na bolsa de Lisboa e ajudou o PSI-20 a fechar em terreno positivo. O índice de referência nacional ganhou 0,04% para 5.260,04 pontos, apesar da pressão causada pela queda do BCP.

A EDP Renováveis disparou 1,17% para 10,42 euros, após ter anunciado um novo contrato para o fornecimento de energia solar no mercado brasileiro (um contrato de aquisição de energia (CAE) com uma duração de 19 anos, estando previsto o arranque das operações em 2022.

EDP Renováveis na dianteira dos ganhos do PSI-20

Já a casa-mãe EDP ganhou 0,59% para 3,89 euros. A empresa liderada por António Mexia está no mercado para trocar dívida. Por um lado, propõe a amortização antecipada de títulos de dívida com maturidade em 2075, uma linha que conta com um saldo vivo de 750 milhões de euros. Para pagar esta operação, vai, por outro lado, emitir títulos de dívida verde.

Entre os pesos-pesados do PSI-20 também a Jerónimo Martins impulsionou. A retalhista, que vai divulgar esta terça-feira dados das vendas no ano passado, ganhou 0,47% para 15,12 euros. A NOS avançou 0,16%.

Em sentido contrário, o BCP cedeu 0,98% para 0,2022 euros, enquanto os CTT (uma das cotadas que mais subiu durante a manhã) perdeu 0,85% para 3,25 euros. A Galp recuou 0,57% para 15,56 euros num dia de perdas de cerca de 1% para o barril de petróleo.

Fora do PSI-20, houve duas cotadas em destaque. A Martifer fechou um contrato de 286,7 milhões de euros com o empresário Mário Ferreira, segundo informações comunicadas na sexta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. A West Sea Estaleiros Navais, sua participada, vai construir para a Mystic Cruises quatro navios de expedição polar. No PSI Geral, a Martifer disparou 6,03% (chegou mesmo a valorizar 8% esta manhã) para 0,4220 euros por ação.

Já a Novabase reagiu a novidades conhecidas no final da semana passada. A tecnológica anunciou sexta-feira que a negociação de ações no âmbito do programa de recompra de ações próprias da Novabase vai ter início esta terça-feira. Antes do início do programa, as ações somaram 3,11% para 2,65 euros.

“A bolsa nacional encerrou sem grandes oscilações. Ao contrário do que ocorreu na Europa, o mercado português foi animado por algumas notícias empresariais“, explicaram os analistas do BPI numa nota de fecho da sessão. “Os mercados europeus, na sua maioria, fecharam em baixa. A sessão foi relativamente calma, assistindo-se a uma descida quer do volume quer da volatilidade, quando confrontadas com as da semana passada”.

“O dia de hoje constitui, de certa forma, uma transição entre a semana passada (dominada pelos temas geopolíticos) para a presente semana (em que o tema central será a época de resultados nos EUA). Neste sentido, imperou entre os investidores alguma expectativa que explica a diminuição dos volumes“, acrescentaram.

O índice pan-europeu Stoxx 600 perdeu 0,24%, enquanto o alemão DAX recuou 0,30%, o francês CAC 40 cedeu 0,12% e o espanhol IBEX 35 desvalorizou 0,31%. A exceção foi o britânico FTSE 100, que avançou 0,31%, no dia em que o primeiro-ministro britânico Boris Johnson leva o diploma do Brexit para a Câmara dos Lordes.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Em plena emissão de dívida, EDP dá força à bolsa de Lisboa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião