Endividamento da economia subiu ligeiramente em novembro, mas mantém-se abaixo dos 725 mil milhões

O endividamento da economia inclui a dívida de todos os agentes contraída junto dos bancos. O valor não está consolidado, isto é, não desconta o endividamento entre os vários agentes.

O endividamento da economia subiu ligeiramente entre outubro e novembro, tendo-se situado ainda assim abaixo dos 725 mil milhões de euros, revelam dados publicados esta quarta-feira pelo Banco de Portugal.

O endividamento do conjunto dos agentes económicos junto da banca passou de 724,1 mil milhões de euros em outubro para 724,7 mil milhões de euros em novembro. Este acréscimo de quase 700 milhões não fura a barreira dos 725 mil milhões de euros, ultrapassada por mais que uma vez em 2019. Em maio, o endividamento chegou mesmo a ultrapassar o valor dos 730 mil milhões de euros.

“Este aumento deveu-se, essencialmente, ao acréscimo de 700 milhões de euros no endividamento do setor público”, explica o banco central, acrescentando que “o aumento do endividamento do setor público traduziu-se na subida do endividamento face ao setor financeiro, administrações públicas e empresas. Esta subida foi parcialmente compensada pela redução do endividamento externo“.

A instituição liderada por Carlos Costa acrescenta que “a manutenção do valor do endividamento do setor privado reflete o decréscimo do endividamento das empresas privadas, que foi compensado pelo aumento do endividamento dos particulares face ao setor financeiro“.

“A descida no endividamento das empresas privadas resultou da diminuição do financiamento face ao setor financeiro, em 1,1 mil milhões de euros. Esta descida foi parcialmente compensada pelo aumento do endividamento externo (0,9 mil milhões de euros)”, detalha o banco central.

Evolução do endividamento da economia

Fonte: Banco de Portugal (Valores em milhões de euros)

(Notícia atualizada)

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