Lucros do Bankinter batem recorde. Sobem 4,6% para 551 milhões de euros

  • ECO
  • 23 Janeiro 2020

O banco encerrou o ano passado com um crescimento em todas as linhas de negócio. Receitas líquidas provenientes de comissões bateram os 479,5 milhões de euros.

Os lucros do Bankinter aumentaram 4,6% no ano passado para um valor recorde de 550,7 milhões de euros, anunciou o banco esta quinta-feira, destacando que se observou um crescimento em todas as linhas de negócio. Este desempenho acompanha a tendência de subida registada nos últimos sete anos consecutivos, oferecendo ao banco um crescimento anual composto de 24% entre 2012 e 2019.

É, novamente, um “recorde na história” do Bankinter, que terminou o ano passado com um resultado antes de impostos (EBITDA) de 741,7 milhões de euros, o equivalente a um crescimento de 2,8% face ao ano anterior, refere o comunicado do banco. A rentabilidade de capitais próprios (ROE) terminou com um crescimento de 13%, colocando o Bankinter “numa posição de liderança entre a banca cotada europeia”.

O banco destaca ainda a redução de 16,5% na carteira de ativos imobiliários adjudicados que, no espaço de um ano, passou de 348,2 milhões de euros para 290,7 milhões de euros. No que diz respeito à solvência, o rácio de capital foi de 11,61%, “muito acima do valor estabelecido pelo BCE”. Em termos de liquidez, a diferença entre o crédito concedido e os recursos de clientes diminuiu para 1.300 milhões de euros.

De um modo geral, este desempenho positivo do Bankinter deveu-se ao negócio com clientes, refere o comunicado, que sublinha ainda que “as linhas puramente bancárias crescerem a um ritmo mais rápido do que o negócio segurador”. No final de 2019, o total de crédito concedido a clientes foi de 60.411 milhões de euros, mais 8,9% do que em 2018.

Em Portugal, o banco encerrou o ano “novamente com um desempenho brilhante”, alcançando um EBITDA de 66 milhões de euros, o que compara com os 60 milhões obtidos em 2018. O negócio com clientes “manteve um ritmo muito positivo” ao longo de 2019, com a carteira de crédito a crescer 13%, com especial destaque para o crédito a empresas, que cresceu 26%.

O banco destaca ainda a “boa evolução” da Popcoin, a plataforma digital de investimentos do Bankinter, que, durante 2019, viu o património gerido crescer 212%, passando de 3,6 milhões de euros em 2018 para 11,4 milhões de euros em 2019.

Crescimento poderá ser negativo em 2020

“O Bankinter deverá continuar a registar bons resultados nos próximos trimestres, no entanto, em 2020, o desempenho deverá ser muito mais limitado ou até mesmo negativo“, disse ao ECO Pablo Manzano, vice-presidente da DBRS Morningstar.

O analista que acompanha o acompanha o Bankinter explica a sua previsão com o facto de o banco ter anunciado em dezembro que iria transferir as ações da Linea Directa Aseguradora (LDA) para os seus acionistas, com o objetivo de separar o negócio de seguros do negócio bancário. “Depois de a transação estar concluída, o banco vai perder uma importante fonte de receitas, já que a LDA contribui com 18% do rendimento líquido” e “o banco espera concluir a transação em setembro de 2020”, explica Pablo Manzano. O vice presidente do Global Financial Institutions Group acrescenta ainda que “o Bankinter também fez aquisições importantes nos últimos anos que tiveram um impacto positivo nos resultados financeiros”, como por exemplo a compra do negócio de retalho, corporate e private banking do Barclays em Portugal em 2016 e o negócio de retalho do EVO Banco em Espanha e a sua subsidiária de crédito ao consumo na Irlanda em 2019.

Quando a riscos futuros Pablo Manzano elenca “o enfraquecimento do ciclo económico” e o facto de os dados já conhecidos “sugerirem que o ciclo de crédito em Espanha poderá estar a mudar”.

(Artigo atualizado às 14h53 com as declarações de Pablo Manzano)

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