Bolsas europeias recuperam. Energia dá força a Lisboa

A Galp Energia é o foco dos investidores após ter apresentado resultados operacionais. A maior produção de petróleo compensou a quebra nas margens, puxando pelos títulos.

As bolsas europeias voltaram a terreno positivo após várias sessões em baixa, penalizadas pelo coronavírus na China. Lisboa segue a tendência de ganhos, com as energéticas a puxarem pela bolsa. O PSI-20 avança 0,72% para 5.215,11 pontos, com 14 das 18 cotadas a valorizarem.

A Galp Energia divulgou esta terça-feira, antes da abertura do mercado, dados operacionais que indicam que registou um forte aumento na exploração de petróleo nos últimos três meses do ano passado, suportada pelo crescimento da produção em Angola. Contudo, num período de queda dos preços da matéria-prima nos mercados internacionais, as margens da empresa liderada por Carlos Gomes da Silva afundaram.

Este decréscimo de margem de refinação é preocupante, pois a tendência da empresa deveria ser a subida no que é o período de entrada para o ano de 2020 (onde será implementada a medida de IMO 2020 que deveria beneficiar a margem da empresa) e isso é algo que, para já, tende a não acontecer”, alertam os analistas do BiG – Banco de Investimento Global. Apesar disso, os títulos seguem em alta, a valorizar 0,40% para 13,82 euros.

Ainda na energia, a EDP ganha 1,30% para 4,30 euros e a EDP Renováveis sobe 0,18% para 11,36 euros. Também a Jerónimo Martins, que avança 0,29%, e a Nos — que soma 0,83% e reage ao anúncio de que Ângelo Paupério, histórico gestor da Sonae, substitui Jorge Brito Pereira na presidência do conselho de administração — ajudam o índice.

Em sentido contrário, o BCP desliza 0,17% para 0,1815 euros, a Navigator cede 0,37% e a Pharol perde 0,39%. A maior perda é mesmo da Ibersol, que afunda 1,15% para 8,62 euros.

Lisboa acompanha assim a recuperação europeia e asiática, após mais de uma semana em que foi a ameaça de uma pandemia global a determinar as negociações. Neste cenário, o índice europeu Stoxx 600 ganha 0,40%, ligeiramente abaixo dos 0,5% registados pelo francês CAC 40, pelo espanhol IBEX 25 e pelo alemão DAX.

Os últimos relatórios sobre o coronavírus apontam para 106 vítimas e 4.515 pessoas infetadas. “A China terá solicitado aos investidores para avaliarem de forma objetiva e racional o impacto do vírus, e para aderirem ao conceito de investimento de longo prazo e de valor. Isto numa tentativa de mitigar os danos causados pelas notícias do vírus no preço dos ativos financeiros da China”, explica o BiG.

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