Aumenta para 170 o número de mortos pelo coronavírus na China

  • Lusa e ECO
  • 30 Janeiro 2020

Número de mortos pelo coronavírus não pára de subir. O novo balanço aponta para 170 mortes na China e mais de sete mil infetados.

O número de pessoas que morreram devido ao novo coronavírus, detetado na cidade de Wuhan, na província de Hubei, na China, aumentou esta quinta-feira para 170. O número de casos infetados também voltou a subir, estando cerca de 7.000 o número de pessoas infetadas.

De acordo com as autoridades chinesas, a China elevou para 170 mortos e mais de 7.700 infetados o balanço de vítimas do novo coronavírus detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

O coronavírus foi detetado na cidade chinesa de Wuhan (centro) no final de 2019. A China concentra a maioria dos casos de infeção, mas o vírus já se espalhou por vários países, ultrapassando as seis mil a nível mundial.

Há casos confirmados em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos da América, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, Austrália, Canadá, Alemanha, França (primeiro país europeu a detetar casos do novo coronavírus), Finlândia, Emirados Árabes Unidos, Índia e Filipinas.

Esta quinta-feira, o Ministério da Saúde da Índia anunciou que detetou o primeiro caso do novo coronavírus (2019-nCoV) no estado de Kerala, no sul do país, de acordo com um comunicado do organismo. O infetado é um jovem de Kerala que estudava em Wuhan. indivíduo foi colocado em quarentena e está em permanente vigilância médica.

O coronavírus chegou também esta quinta-feira às Filipinas, avança a CNN (conteúdo em inglês). A informação foi dada pelo secretário de Saúde filipino, Francisco Duque, que adianta que a paciente em causa é uma mulher chinesa de 38 anos que viajou de Wuhan, via Hong Kong, para as Filipinas no dia 21 de janeiro.

OMS volta a reunir

A Organização Mundial de Saúde decidiu convocar para esta quinta-feira o Comité de Emergência para determinar se este surto vírico deve ser declarado uma emergência de saúde pública internacional.

A decisão foi comunicada na quarta-feira na rede social Twitter pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, depois de há uma semana a organização ter considerado prematura a declaração de emergência de saúde pública internacional, no final de uma reunião de dois dias do mesmo comité, formado por especialistas, incluindo epidemiologistas.

A comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakidou, disse que a maioria dos Estados-membros da União Europeia está “muito bem preparada” para lidar com o novo coronavírus, mas admitiu que poderá ser necessário “financiamento de emergência” para os países conseguirem dar resposta, caso seja necessário.

Stella Kyriakidou recordou que, “até ao momento, existem quatro casos confirmados em França, quatro na Alemanha” e que na tarde de quarta-feira se soube de um caso em território finlandês.

A comissária europeia garantiu que Bruxelas está em “contacto permanente” com estes e outros países da União Europeia para “garantir que as medidas necessárias de contenção são adotadas”.

Começam as operações de repatriamento

A companhia aérea portuguesa Hi Fly vai iniciar, esta quinta-feira, o repatriamento de cidadãos europeus desde Wuhan, a cidade chinesa onde surgiu o novo coronavírus. Os aviões fretados vão partir do aeroporto de Beja.

Depois de sair de Portugal, o primeiro avião a levantar voo para estas operações de repatriamento vai rumar a França, “onde entrarão cerca de três dezenas de operacionais – entre médicos, autoridades e técnicos de saúde” -, seguindo depois para o Vietname, revela o Jornal de Notícias (JN), citado pela Lusa.

Sobre um eventual apoio das autoridades de saúde portuguesas neste processo, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, confirma ao JN que este organismo vai “enviar técnicos para explicar às tripulações portuguesas quais os comportamentos a adotar” neste tipo de operação.

A União Europeia anunciou, na quarta-feira, o envio de dois aviões até a sexta-feira à região chinesa de Wuhan que vão repatriar, devido ao coronavírus, 250 franceses e outros 100 cidadãos europeus que o solicitem, independentemente da nacionalidade.

Além de Portugal, vários são os países que têm em marcha planos para repatriar alguns dos seus cidadãos em Wuhan. Japão e Estados Unidos foram os primeiros, mas Itália também vai enviar um avião esta quinta-feira a Wuhan, sem especificar o número de pessoas repatriadas ou se o protocolo prevê quarentena.

Também o Governo australiano anunciou, na quarta-feira, que vai retirar os seus cidadãos da cidade Wuhan para a Ilha Christmas, no Oceano Índico, onde permanecerão em quarentena.

Nos próximos dias, Berlim também vai proceder à retirada de cerca de 90 alemães presentes em Wuhan.

(Notícia atualizada às 11h14 com mais informação)

 

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