Governo dá até 4.827 euros a trabalhadores que se mudem para o interior

Executivo lançou esta segunda-feira o programa “Trabalhar no Interior", que quer financiar até 4.827 euros os trabalhadores que decidam mudar-se para o interior do país.

O Governo vai abrir uma linha de financiamento para apoiar quem quiser ir viver para o interior do país. O Programa “Trabalhar no Interior” foi apresentado esta segunda-feira pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, durante um fórum em Bragança. O programa inclui a medida Emprego Interior MAIS, que disponibilizará um financiamento inicial de até 4.827 euros para os trabalhadores que decidam mudar-se para o interior do país.

O programa “Trabalhar no Interior” inclui incentivos de contratação para empresas, medidas de apoio ao regresso dos emigrantes e ainda projetos de incentivo às redes mais acessíveis para habitar no interior. Os estágios profissionais que se realizem no interior terão uma majoração de 10 pontos percentuais na comparticipação da bolsa pelo IEFP, bem como a majoração em 20% do prémio-emprego (conversão do contrato de estágio em contrato sem termo). A nível da formação profissional, o Governo vai abrir 13 Centros Qualifica, e serão flexibilizadas as regras relativas ao número mínimo de alunos por curso.

Para incentivar o regresso dos imigrantes, o programa “Trabalhar no Interior” beneficia igualmente da medida de apoio ao regresso de emigrantes, prevista no âmbito do Programa “Regressar”, através de uma majoração de 25% para os emigrantes que regressem ao país e decidam fixar-se no interior, assinala ainda o Ministério em comunicado.

Para os trabalhares que decidam mudar-se para o interior, o Governo promete ainda ajudar na habitação, através do programa “Habitar no Interior”. O objetivo é apoiar o desenvolvimento de redes de apoio locais e regionais para a divulgação e implementação do “Chave na Mão”. Para o efeito, será criada uma rede que integra as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), o Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) e os respetivos municípios.

Também esta segunda-feira, o Governo apresentou o +CO3S – constituir, concretizar e consolidar sinergias e oportunidades, um conjunto de programas transversais e multissetoriais dedicados a empresas, entidades da economia social e entidades do sistema científico e tecnológico. Nesta primeira fase, o +CO3SO vai disponibilizar uma verba de 426 milhões de euros, com um impacto estimado de 665 milhões de euros de investimento e a criação direta de cerca de 4.200 postos de trabalho.

O +CO3S tem várias modalidades complementares, dedicadas ao emprego, competitividade, conhecimento e digital. O +CO3SO Emprego visa apoiar o emprego e o empreendedorismo, incluindo o empreendedorismo social, através do apoio à criação de postos de trabalho em PME e entidades da economia social. Para isso, serão mobilizados 240 milhões de euros de fundos europeus, mais de metade dos quais para territórios do interior, e pretende-se criar mais de 3.800 novos postos de trabalho.

Na área da competitividade, o +CO3SO Competitividade quer captar investimentos exclusivamente para o interior, com um conjunto de avisos de concurso lançados pela primeira vez em simultâneo e em contínuo até metade do ano. Com este programa, o Governo prevê criar 424 postos de trabalho.

O +CO3SO Conhecimento quer ajudar as empresas a aumentar o valor das suas atividades, através da cocriação de conhecimento, inovação e valor na economia local, para se tornarem mais competitivas no futuro. O +CO3SO Digital quer ajudar a modernizar e a tornar mais eficientes os setores agroalimentar, da saúde, turismo, automóvel, com a ajuda das novas tecnologias. Estes dois programas vão mobilizar 50,5 milhões de euros, num investimento total de 76 milhões de euros, prevendo-se a criação de 424 postos de trabalho.

*Notícia atualizada às 12:54 com mais informação.

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