Vista Alegre assina contrato com CaixaBI para aumentar liquidez das ações da empresa

  • Lusa
  • 3 Fevereiro 2020

Vista Alegre assinou contrato de liquidez com o Caixa – Banco de Investimento para aumentar a liquidez das suas ações admitidas à negociação na Euronext Lisbon.

A Vista Alegre Atlantis (VAA) anunciou esta segunda-feira ter assinado um contrato de liquidez com o Caixa – Banco de Investimento (CaixaBI) para aumentar a liquidez das suas ações admitidas à negociação na Euronext Lisbon.

“No contexto do contrato de liquidez, o CaixaBI compromete-se a colocar ofertas de compra e venda durante a sessão de bolsa, com quantidades mínimas de compra e de venda e com um ‘spread’ máximo entre a compra e venda”, lê-se num comunicado enviado esta segunda-feira pela empresa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Como resultado, a partir deste segunda-feira as ações da VAA passarão a ter negociação em contínuo no mercado regulamentado Euronext Lisbon, ao invés de negociação por chamada.

Segundo adianta a empresa, as operações a realizar pelo CaixaBI “serão limitadas a uma posição máxima que se traduza em ações da sociedade num montante igual ou superior a 100 mil euros, uma posição líquida em carteira, no âmbito do contrato de liquidez, de quantidade igual ou superior a 100 mil títulos e uma quantidade transacionada nesse âmbito, a cada momento, de 30% do volume transacionado no mercado regulamentado Euronext Lisbon (definida em termos de quantidade de ações)”.

“Não foram colocadas à disposição do CaixaBI pela sociedade quaisquer ações representativas do respetivo capital social, nem qualquer montante monetário para efeitos da execução do contrato de liquidez”, acrescenta.

Com efeitos a partir de desta segunda-feira, o contrato vigorará inicialmente pelo prazo de seis meses, podendo ser prorrogado por períodos sucessivos de seis meses “caso as partes não o denunciem por escrito e com um pré-aviso mínimo de 15 dias relativamente ao termo das sucessivas prorrogações”.

Segundo os termos assinados, o contrato “deverá ser suspenso, por iniciativa do CaixaBI e pelo período necessário à regularização da situação em causa, se o ativo subjacente não estiver negociável; se a posição acumulada, em quantidade de ações ou em investimento efetuado, atingir a posição máxima definida; ou se ocorrerem falhas dos sistemas de negociação do CaixaBI”.

A suspensão do contrato de liquidez está ainda prevista “se ocorrer a divulgação de factos relevantes que originem uma variação anormal de preços das ações; incumprimento por uma das partes das obrigações contratuais a que estão sujeitas, sem prejuízo da possibilidade de resolução do contrato de liquidez pela parte cumpridora; mau funcionamento da plataforma de negociação ou quaisquer outros eventos que possam motivar alterações significativas ao mercado ou à volatilidade de preços do título, de acordo com os critérios do CaixaBI, agindo razoavelmente”.

“O contrato de liquidez cessa ainda, imediata e automaticamente, se ocorrer objetivamente conflito, no entender do CaixaBI, entre os direitos e obrigações previstas no contrato de liquidez e a lei ou qualquer regulamentação aplicável, prática publicitada ou orientação difundida por qualquer autoridade governamental, financeira ou fiscal e no caso de suspensão da qualidade de membro do mercado atribuída ao CaixaBI”, lê-se no comunicado enviado à CMVM.

“Por sua vez – acrescenta – a sociedade poderá pôr termo ao contrato de liquidez a qualquer tempo, sem justa causa, mediante comunicação escrita ao CaixaBI com uma antecedência mínima de 30 dias”.

Em dezembro de 2019 a VAA concretizou com sucesso um aumento de capital no âmbito de uma oferta particular junto de investidores qualificados, que registou uma procura total de 146,6%.

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