Governo pode restringir participação da Huawei no 5G em Portugal

  • ECO
  • 5 Fevereiro 2020

O Conselho de Ministros discute esta quinta-feira o tema do 5G, estando em cima da mesa a hipótese de restringir a participação de fabricantes de "alto risco" nas redes do país.

O Governo português também vai aprovar limites à participação de fornecedores de “alto risco” no desenvolvimento do 5G em Portugal, seguindo as recomendações emanadas pela Comissão Europeia. Em causa estarão empresas de tecnologia como a Huawei.

A notícia foi avançada pelo Expresso (acesso condicionado), que cita fonte governamental. O jornal refere que o tema vai estar em destaque no Conselho de Ministros esta quinta-feira, “podendo ser seguida a indicação de Bruxelas de garantir que cada operador utilize vários fornecedores para evitar ou limitar dependências de um único”.

Há uma semana, o ECO questionou o Ministério das Infraestruturas e da Habitação, que tutela o setor das comunicações, acerca deste tema. Mesmo após insistência, não tem sido possível obter qualquer resposta. Instada a reagir a esta notícia, a Huawei também não respondeu até ao momento.

Na semana passada, a Comissão Europeia publicou a chamada “caixa de ferramentas” para o 5G, a quinta geração de rede de comunicações, recomendando aos Estados-membros que limitem a participação de fornecedores de “alto risco” nas partes nucleares e mais críticas da rede 5G. Uma decisão semelhante à tomada pelo Reino Unido, em contraciclo com o que era exigido pelos EUA.

Bruxelas tem evitado mencionar nomes, mas nesta situação encontram-se empresas de origem chinesa, como a ZTE ou a Huawei, esta última com forte presença em Portugal, apesar de ser acusada pelos EUA de ser um veículo de espionagem do regime chinês. A Huawei tem negado todas as acusações. Meo e Nos têm parcerias com a Huawei no âmbito do 5G.

Esta quarta-feira, foi também conhecido que a Vodafone vai investir 200 milhões de euros a nível europeu para afastar a Huawei das partes mais importantes da sua rede de 5G, um plano a implementar em cinco anos.

(Notícia atualizada às 19h07 com mais informações)

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