Obras desaparecidas da coleção de arte do Estado afinal serão 112

  • ECO
  • 7 Fevereiro 2020

Contrariamente às 94 identificadas pela ministra da Cultura, afinal serão 112 o total do número de obras de arte do acervo do Estado que estarão desaparecidas.

A dimensão do acervo da coleção de arte do Estado, cujo paradeiro está por identificar, será maior do que a avançada recentemente pela ministra da Cultura. Em vez de 94, o número de obras desaparecidas será 112, avança o Público (acesso condicionado) nesta sexta-feira.

O número divulgado por Graça Fonseca resultou de um trabalho de revisão do inventário provisório, datado de 2011, daquela que é conhecida como Coleção SEC. O balanço dessa contabilização permitiu identificar 94 obras, entre pinturas, gravuras ou esculturas cujo destino está por apurar, sendo que a titular da pasta da Cultura tem deixado de fora 18 fotografias que deviam estar à guarda do Centro Português de Fotografia (CPF), mas cujo paradeiro é desconhecido.

Entre essas fotografias, estará uma das mais icónicas do século XX — a Migrant Mother, de Dorothea Lange –, possivelmente também uma das peças mais valiosas.

O gabinete de Graça Fonseca justifica a não-inclusão destas 18 imagens alegando que não fazem parte da Coleção de Arte do Estado de 1997, mas antes da Coleção Nacional de Fotografia. Contudo, segundo documentos consultados pelo Público, os próprios serviços do Ministério da Cultura não estarão muito certos sobre como delimitar o primeiro destes acervos.

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