Lusíadas Saúde deixa porta aberta a participar em concurso para PPP no Hospital de Cascais

O Governo vai avançar com um concurso para uma nova PPP no Hospital de Cascais. A Lusíadas Saúde, atual gestora, admite participar no processo, dependendo das condições apresentadas.

Depois de o Governo anunciar que tinha lançado as bases para avançar com um concurso para uma nova Parceria Público-Privada (PPP) no Hospital de Cascais, a Lusíadas Saúde, atual gestora da unidade, deixa a porta aberta a entrar na corrida.

“Se as condições e critérios de avaliação que vierem a ser apresentados, permitirem continuar o bom trabalho desenvolvido pelo Hospital de Cascais ao longo de mais de 10 anos, período em que se tornou uma referência nacional e internacional nos diversos parâmetros de avaliação, então a Lusíadas Saúde estará em condições de eventualmente participar no concurso“, disse fonte oficial do grupo ao ECO.

O contrato celebrado com a Lusíadas Saúde no Hospital de Cascais, que foi a primeira PPP a terminar o contrato de gestão clínica, chegava ao fim em 2018, mas foi prorrogado por até três anos para dar tempo para preparar o concurso, que estava atrasado. O novo calendário ainda não está definido mas o Governo já começou a montar as peças.

Esta quinta-feira foi aprovada uma resolução em Conselho de Ministros que “estabelece os pressupostos de lançamento e adjudicação de um novo contrato de parceria para a gestão e prestação de cuidados de saúde no Hospital de Cascais, assegurando que os atos praticados anteriormente se encontram salvaguardados”.

A decisão de não renovar o contrato de gestão com a Lusíadas Saúde por mais dez anos foi tomada em 2017, “no contexto de uma avaliação externa e independente da gestão hospitalar em regime de PPP” no país, que incluiu a ponderação dos diferentes modelos de gestão viáveis para o Hospital de Cascais, segundo explicou o Governo numa resolução do Conselho de Ministros.

A partir da avaliação realizada decidiram também lançar um novo concurso público internacional, a fim de constituir uma nova parceria para a vertente clínica. Em 2017, uma equipa da UTAP concluiu que a PPP terá poupado ao Estado mais de 40 milhões de euros em cinco anos, apesar de sublinhar que faltavam ao hospital algumas valências, como a infecciologia e oncologia.

A Lusíadas Saúde era a antiga Hospitais Privados de Portugal, que foi vendida pela Caixa Geral de Depósitos, em 2012, à brasileira Amil, que integra o grupo norte-americano UnitedHealth Group.

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