“O que temos é um não orçamento”, diz Costa após o Conselho Europeu. A base negocial “é má”

Após o Conselho Europeu para negociar o Orçamento da UE ter acabado sem acordo, o primeiro-ministro critica a proposta, dizendo que a sua base "é má".

O Conselho Europeu terminou sem um acordo para o Orçamento da União Europeia. António Costa diz que aquilo que foi alcançado foi “um não orçamento”, criticando ainda a sua base negocial considerando que “é má”.

Em conferência de imprensa após a curta reunião desta sexta-feira dos 27 chefes de Estado da União Europeia que falhou um acordo para o orçamento comunitário dos próximos sete anos, António Costa começou por dizer que a rejeição da proposta pelo Conselho “não pode ser surpresa”, mas que espera que “signifique uma lição”.

“Não se constroem consensos a partir de posições minoritárias, constroem-se consensos a partir das posições maioritárias”, atirou o primeiro-ministro português, acrescentando ainda relativamente ao orçamento proposto que “a base negocial é má”.

António Costa lançou ainda críticas ao documento técnico que foi colocado em cima da mesa na reunião desta sexta-feira. “Esse documento técnico não só não ajudou como complicou, visto que foi manifestamente, porventura, ao encontro da posição de alguma minoria presente no conselho, mas foi frontalmente contra a posição maioritária dos membros do conselho”, disse.

Sobre a mesa, os 27 tinham um “documento técnico” elaborado pela Comissão Europeia — que está a prestar apoio técnico ao presidente do Conselho, Charles Michel –, que previa um Quadro Financeiro Plurianual com contribuições equivalentes a 1,069% do Rendimento Nacional Bruto. A proposta foi liminarmente rejeitada pelos líderes europeus.

A este propósito disse ainda que “alguns países, em vez de terem uma postura construtiva, agarraram-se a um número mágico e à insistência em manter uma contribuição para o orçamento da união que não seja proporcional ao respetivo rendimento”.

(Notícia atualizada às 20h06 com mais informação)

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