Coronavírus assusta investidores. Dow Jones dá maior queda de sempre

Mercados norte-americanos continuam a ser castigados pela epidemia de coronavírus. Esta quinta-feira cairam tendo caído mais de 4%, a pior queda percentual em 2 anos. Foi a sexta sessão no vermelho.

O surto de coronavírus continua a preocupar os investidores, que temem os impactos dessa epidemia na economia mundial. Pela sexta sessão consecutiva, os mercados norte-americanos encerraram as negociações no vermelho. O índice Dow Jones registou mesmo a maior queda (em pontos) de sempre.

Na sessão desta quinta-feira, o S&P 500 caiu 4,42% para 2.978,76 pontos, a maior queda percentual em dois anos. O tecnológico Nasdaq tombou 4,35% para 8.590,16 pontos. O Dow Jones deslizou 4,26% para 25.809,73 pontos, marcando a maior queda (em pontos) da história. Segundo a Reuters, estes desempenhos revelam que os mercados estão a caminho da pior semana desde 2008.

Num momento em que o número de pessoas infetadas na China já foi ultrapassado pelo número de casos registados nos demais países, o coronavírus continua a preocupar os investidores, que temem os efeitos desta epidemia nos resultados das empresas e na economia em geral.

Nos Estados Unidos, o Centro do Controlo e Prevenção de Doenças confirmou, na quarta-feira, que há uma pessoa infetada, na Califórnia, sem que se saiba a causa do contágio (o paciente não esteve, por exemplo, recentemente na China).

Na penúltima sessão da semana, destaque ainda para os títulos da Microsoft, que viu as suas ações terminarem a sessão em terreno negativo: caíram 7,05% para 158,18 dólares. Este desempenho foi explicado também pelo coronavírus e pelo seu impacto na cadeia de produção desta gigante norte-americana.

A contribuir para o pessimismo atual dos investidores estão, de resto, as posições assumidas recentemente pelo Goldman Sachs — que estima que as empresas norte-americanas não verão os seus resultados crescer de todo em 2020 — e pelo Bank of America — que reviu a previsão de crescimento mundial para o nível mais baixo desde o pico da crise financeira.

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