Coronavírus provoca fortes quedas em Wall Street. Bolsas caem quase 3%

Com o número de infetados pelo coronavírus a acelerar em todo o mundo, os investidores estão alarmados. Há uma fuga ao risco que se traduz numa forte pressão vendedora nas bolsas dos EUA.

A rápida propagação do coronavírus está a alarmar os investidores, continuando assim a pressionar os mercados de todo o mundo. Nos Estados Unidos, Wall Street arrancou a penúltima sessão da semana com quedas significativas: os três índices de referência desvalorizaram quase 3%.

O S&P 500 cai 2,57% para 3.036,61 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq perde 2,99% para 8.767,25 pontos. O Dow Jones está a recuar 2,39% para 26.475,05 pontos.

Os investidores estão preocupados com o surto de coronavírus, num momento em que o número de infeções registadas na China — país onde se originou esta epidemia — já foi ultrapassado pelo número de casos registados noutros países, em particular em Itália e no Irão.

“Recentemente, os mercados perceberam que o surto é muito pior [do que se pensava] e estão agora a refletir realisticamente o impacto do vírus na economia“, explica o analista Philip Marey, do Rabobank, citado pela Reuters. O especialista acrescenta, de resto, que o otimismo inicial de que este surto ficaria mais ou menos contido na China foi, entretanto, desfeito, o que está a pesar sobre as praças mundiais.

A contribuir para o pessimismo atual estão também as posições assumidas pelo Goldman Sachs — que estima que as empresas norte-americanas não verão os seus resultados crescer de todo em 2020 — e pelo Bank of America — que reviu a previsão de crescimento mundial para o nível mais baixo desde o pico da crise financeira.

Além disso, os dados revelados, esta quinta-feira, indicam que o crescimento da economia norte-americana abrandou em 2019 para 2,3%, depois de ter atingido 2,9% no ano anterior.

Na sessão desta quinta-feira, destaque ainda para a Gilead Sciences, cujas ações valorizam 2,82% para 76,81 dólares. Isto num momento em que a farmacêutica norte-americana anunciou que já começou a testar em pacientes um fármaco experimental para lutar contra o coronavírus.

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