Pharol passa de prejuízo a lucro. Ganhou 20,7 milhões em 2019

No último ano, a Pharol registou lucros de 20,7 milhões de euros à boleia, sobretudo, do que recebeu pelo acordo com a Oi.

Depois de ter registado perdas de 5,6 milhões de euros em 2018, a Pharol conseguiu melhorar o seu resultado líquido e arrecadar lucros, no último ano. Em 2019, a empresa registou um ganho de 20,7 milhões de euros, segundo indicou no comunicado enviado, esta sexta-feira, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo sublinha a Pharol, este resultado positivo reflete, por um lado, “o ganho em empresas no montante de 35,7 milhões de euros relativo ao ressarcimento de danos no âmbito do acordo entre a Oi e a Bratel Sarl“.

Por outro, este resultado também espelha a perda de 11,6 milhões de euros decorrente da “redução do valor expectável de recuperação dos créditos sobre a Rio Forte”, bem como os 1,4 milhões de euros e 1,6 milhões de euros despendidos com fornecimentos e serviços externos e custos com pessoal, respetivamente.

No que diz respeito aos capitais próprios, a Pharol adianta que foi registado um recuo de 14,7 milhões de euros de 146,2 milhões de euros em 2018 para 131,5 milhões de euros, em resultado do resultado líquido positivo e da desvalorização da participação da Oi em 33,3 milhões de euros decorrente da desvalorização do Real e da queda da cotação da brasileira em bolsa.

E nos custos operacionais recorrentes, o recuo foi de 22%, em termos homólogos, para 4,2 milhões de euros. A empresa frisa que foi “possível manter a disciplina da contenção de custos e beneficiar de uma redução significativa na aquisição de serviços jurídicos relacionados com a posição no Brasil”.

No comunicado divulgado esta sexta-feira, o presidente da empresa salienta que a Oi — o principal ativo da Pharol — foi influenciada, em 2019, por uma “série de fatores externos e internos tendencialmente positivos”. Entre esses fatores, é apontada a renovação da conjuntura política e consequente recuperação nas áreas económicas.

“Internamente, a Oi concluiu um ambicioso programa de aumento de capital, chegou a acordo com a Pharol para abandono mútuo de diversos litígios e contingências em aberto, viu reconhecido pelo mercado um Plano Estratégico assente nas suas maiores capacidades e competências, rejuvenesceu a sua equipa dirigente e iniciou um processo de venda de ativos non-core, com realce para a da participação na Unitel, terminada já em 2020″, salienta-se.

Luís Palha da Silva frisa ainda, no que diz respeito à recuperação do crédito sobre a Rio Forte, que se registou uma “lentidão inultrapassável nas diferentes instâncias”.

“Durante o ano, a Pharol observou uma estrita disciplina de custos operacionais, com especial incidência nas despesas com pessoal e com serviços jurídicos, política essa que continuará a ser, em 2020 uma das nossas principais prioridades“, remata o presidente da Pharol.

(Notícia atualizada às 21h50)

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