Farfetch protegida do vírus. Negócio online pode ser “porta” para outras retalhistas

Chief Operations Officer da tecnológica garante, em entrevista ao ECO, que a empresa ainda não está a ser afetada pelo surto. Considera estar melhor preparada que os pares para lidar com o problema.

A plataforma de moda online Farfetch pode vir a ser uma alternativa para escoar stocks durante o surto de coronavírus. É esta a convicção de Luís Teixeira, chief operations officer (COO) da empresa luso-britânica, que sublinha que o impacto da doença está, para já, limitado, mas também que irá continuar a monitorizar a evolução da situação.

“Não estamos a sentir qualquer efeito na operação nem nas vendas nem no fornecimento”, garante o COO da Farfetch, que é especializada em e-commerce de moda de luxo. “Se há empresa que está bem posicionada somos nós, melhor que as empresas que têm lojas de retalho”, diz em declarações ao ECO.

Luís Teixeira considera esta poderá até ser uma oportunidade para a empresa, numa altura em que retalhistas do setor de vestuário, como a dona da Primark, já alertaram para a possibilidade de terem interrupções no negócio. Empresas que tenham limitações “podem usar a Farfetch para escoar stock“, afirma o COO. “A Farfetch pode ser uma porta para o mundo”.

Detetado em dezembro na China, o coronavírus provocou pelo menos 2.858 mortos e infetou mais de 83 mil pessoas em mais de 50 países. Apesar de a Ásia continuar com a região mais afetada, o vírus chegou, há menos de uma semana, à Europa, África e América. Das pessoas infetadas, mais de 36 mil recuperaram. A rápida disseminação do vírus está a gerar receios sobre o eventual fecho de fronteiras, limitação de deslocações e quarentenas.

O facto de o modelo de negócio ser distribuído por uma plataforma de parceiros, com mais de três mil milhões de dólares em stock, mil pontos de distribuição e clientes em mais de 190 países diminui o risco“, diz Luís Teixeira. “Os riscos existem e estamos sempre expostos. Não só nós, mas todos. Neste momento, o mais importante é que as nossas equipas estejam bem”, sublinhou, em declarações após a apresentação de resultados.

As receitas da tecnológica criada, em Londres, pelo português José Neves subiram 69% e ultrapassaram os mil milhões de dólares, em 2019. No entanto, os prejuízos mais que duplicaram para quase 373,7 milhões de dólares.

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