Hoje nas notícias: Ordens, PPP e produtividade

  • ECO
  • 4 Março 2020

Ordens profissionais contra intenção do PS de lhes retirar poder, atraso das Finanças na publicação do relatório sobre PPP e a baixa produtividade em Portugal face à Europa, em destaque.

No final desta semana tem início o debate sobre o poder detido pelas ordens profissionais, numa iniciativa do PS que está a suscitar reticências junto daquelas entidades. Esta é uma das notícias em destaque no dia em que se sabe que as Finanças não publicam relatório trimestral com encargos do Estado sobre PPP há um ano, mas também que a baixa produtividade dos trabalhadores portugueses volta a ser tema. Relativamente ao novo coronavírus, a ministra da Saúde admite passar a “linha ténue” do internamento compulsivo.

Finanças não publicam encargos do Estado com PPP há um ano

A lei obriga a que a Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos (UTAP), que segue ao detalhe as Parcerias Público-Privadas (PPP) envie um relatório trimestral às Finanças. Nesse documento, é reportada a situação dos encargos estimados e assumidos pelo setor público, bem como elementos que aquela unidade técnica considere relevantes relacionados com os contratos e processos em execução. O último relatório foi, contudo, publicado já há um ano, em março de 2019. O ministério das Finanças promete corrigir a situação. Leia a notícia completa no Público (acesso condicionado).

Ordens profissionais contra intenção do PS de lhes retirar poder

O grupo parlamentar do PS inicia, a 6 de março, um processo de debate sobre o poder detido pelas ordens profissionais, situação que já está a provocar desconfiança junto das Ordens profissionais. Estas receiam a perda de poder que possa resultar de uma reforma do quadro legal que as rege. O presidente do Conselho Nacional das Ordens Profissionais é um dos críticos do relatório da Autoridade da Concorrência e das respetivas propostas de alterações legislativas às profissões liberais autorreguladas que serve de base ao debate lançado pelo PS. Leia a Notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago).

 

Produtividade é mais alta nos países onde se trabalha menos horas

Os países da União Europeia com cargas horárias semanais de trabalho mais leves revelam índices de produtividade superiores. Nesse quadro, Portugal aparece está no topo do tempo de laboração na Europa, mas no fundo da tabela no que respeita aos resultados. Na Irlanda, o país mais produtivo da Europa, a média horária semanal é de 36,5 horas, menos três que em Portugal, mas a produtividade é o triplo do caso nacional. Leia a notícia completa no Jornal de Notícias (link indisponível).

Marta Temido admite passar a “linha ténue” do internamento compulsivo

A ministra da Saúde admitiu que a lei sobre o internamento compulsivo, prevista apenas para casos de doença mental, poderá “merecer uma reflexão”, caso se agrave o surto do novo coronavírus em Portugal. Na comissão parlamentar de Saúde, Marta Temido reconheceu que “há, provavelmente, um quadro legal de direitos, liberdades e garantias que pode merecer uma reflexão”, apesar de considerar que, neste momento, o Governo dispõe “dos mecanismos para uma proteção dos habitantes”. Leia a notícia completa no Diário de Notícias (acesso pago).

PSD/Lisboa avalia retirar confiança política a Teresa Leal Coelho

A guerra sobre quem representa o PSD em Lisboa tem um novo capítulo. A vereadora garante que tem a confiança política do partido, mas a concelhia social-democrata de Lisboa já lhe retirou essa confiança. Agora é a vez de a distrital avaliar se lhe retira também a confiança. Leia a notícia completa no i (Link indisponível).

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Hoje nas notícias: Ordens, PPP e produtividade

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião