Parlamento aprova audição ao presidente do Novo Banco

António Ramalho irá ao Parlamento explicar prejuízos de 1.058,8 milhões de euros e o pedido de 1.037 milhões ao Fundo de Resolução.

O presidente do Novo Banco, irá ao Parlamento explicar os prejuízos de 1.058,8 milhões de euros registados em 2019 e o pedido de injeção de 1.037 milhões ao Fundo de Resolução ao abrigo do mecanismo de capital contingente. O requerimento apresentado pelo PS para a audição de António Ramalho foi aprovado esta quarta-feira.

O próprio CEO do banco disponibilizou-se a analisar os resultados da instituição junto dos deputados, tendo enviado uma carta ao presidente da comissão de Orçamento e Finanças, o deputado socialista Filipe Neto Brandão, na semana passada, onde manifestou abertura “para dar conta da evolução do processo de reestruturação do Novo Banco atualizado a 2019”.

Também o PS apresentou na semana passada um requerimento para ouvir António Ramalho. Foi este o requerimento aprovado por unanimidade esta quarta-feira. Falta saber o dia em que o presidente do Novo Banco irá ao Parlamento.

Uma das questões em cima da mesa serão as perspetivas de utilização dos 3,9 mil milhões de euros previstos no mecanismo de capital contingente, um mecanismo acordado em 2017 com o Estado aquando da venda do banco ao Lone Star. Este mecanismo funciona como uma garantia para o banco: se perder dinheiro com um conjunto de ativos problemáticos, e essa perda resultar numa redução dos níveis de capital abaixo dos requisitos regulamentares, o Fundo de Resolução é chamado a injetar dinheiro para cobrir essa diferença.

Na conferência de apresentação de resultados, Ramalho foi evasivo sobre este tema.Também tenho sempre dito que esta reestruturação custa tempo e dinheiro. É uma frase que tenho dito insistentemente”, disse o presidente do Novo Banco.

Além dos prejuízos, António Ramalho poderá explicar aos deputados a divergência com o Fundo de Resolução em relação a uma questão sobre a aplicação das regras de reporte de contas IFRS9, e que pode levar a entidade liderada por Máximo dos Santos a ter de injetar mais 200 milhões de euros.

Esta terça-feira, o ECO revelou que o Novo Banco está a investigar uma fraude na sucursal espanhola, depois de um ex-gestor ter criado um esquema de pirâmide e enganado cerca de 80 clientes. As vítimas reclamam 50 milhões.

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