Supermercados na Austrália colocam limites à compra de papel higiénico

  • Lusa
  • 4 Março 2020

Pânico causado pelos primeiros casos na Austrália está a levar os Supermercados australianos a limitar a compra de papel higiénico, depois de uma corrida às lojas ter causado problemas.

Supermercados australianos anunciaram esta quarta-feira limites à compra de papel higiénico depois de uma corrida às lojas ter causado problemas em vários locais, perante o aumento no país de novos casos de Covid-19.

A decisão da cadeia Woolworths, que deverá ser seguida por outros supermercados, surge depois de vídeos circularem nas redes sociais que mostram empurrões e confusão em dois dos supermercados com uma multidão a lutar por pacotes de papel higiénico.

“O Woolworths decidiu esta quarta-feira aplicar um limite na quantidade de pacotes de papel higiénico que podem ser comprados para garantir que os nossos clientes têm acesso aos produtos”, refere um comunicado.

O pânico causado pelos primeiros casos na Austrália está a levar a debandadas em supermercados, com muitos residentes a reportarem falta de stock de papel higiénico, toalhetes e desinfetante para as mãos.

Uma situação que, no mundo online, saltou para o ridículo com pacotes de papel higiénico, que normalmente custam cerca de 4 euros, à venda na plataforma Gumtree por preços de entre 40 e 800 euros.

A Austrália registou até ao momento 38 casos e uma morte devido ao Covid-19, com 15 casos em Nova Gales do Sul e 10 no estado de Victoria.

O surto de Covid-19, que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou quase de 3.200 mortos e infetou mais de 92.000 pessoas, em cerca de 70 países e territórios, incluindo quatro em Portugal.

Das pessoas infetadas, mais de metade já recuperaram.

Além de 2.981 mortos na China continental, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional de risco “muito elevado”.

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