Oeiras vai ter um pólo da Altice Labs. É o quinto fora de Aveiro

A Altice Portugal vai expandir o projeto da Altice Labs a uma nova localização: Oeiras. Ficará no Taguspark e ajudará o centro tecnológico da dona da Meo a produzir tecnologia para 60 países.

A Altice Portugal vai criar um pólo da Altice Labs em Oeiras, que será instalado no Oeiras Valley. É o quinto centro de investigação e desenvolvimento da Altice Portugal fora da cidade de Aveiro, onde se localiza a sede do projeto. Até agora, Viseu, Madeira, Olhão e Açores eram as regiões que tinham, ou preparam-se para ter, laboratórios deste tipo.

O anúncio de mais um pólo da Altice Labs foi oficializado esta quinta-feira pela empresa, dia em assinala o quarto ano desde que herdou este centro no conjunto dos ativos da antiga Portugal Telecom. Desde 2015, ano em que comprou à PT à Oi, que a Altice tem apostado em Aveiro como o “quartel-general” de inovação da marca, expandindo-o a outras regiões do país.

“Aproveitamos este quarto aniversário para anunciar mais um destes centros no país. Vamos abrir no Taguspark um novo laboratório”, disse o líder da Altice Portugal, Alexandre Fonseca, num encontro com jornalistas. A intenção é, numa primeira fase, deslocar talento da Altice Labs para coordenar o arranque do novo projeto, aproveitando, mais tarde, para captar talento nas regiões onde se localizam estes pólos.

Desta forma, a Altice Portugal está à procura de “um parceiro” académico para o novo centro em Oeiras, à semelhança do que fez nas outras cinco regiões. Mas a instalação deste novo centro “não está dependente disso”, garantiu Alcino Lavrador, líder da Altice Labs.

Um outro objetivo da dona da Meo é o de “criar postos de trabalho” e, assim, cativar talento e mão-de-obra para desenvolver as tecnologias do futuro. Ora, no mesmo encontro, a empresa assumiu a dificuldade crescente de encontrar recursos humanos na área da tecnologia, um problema que, de resto, tem afetado muitas empresas tecnológicas em toda a Europa.

A Altice Portugal aproveitou ainda a ocasião para prestar contas do crescimento da Altice Labs desde a aquisição da PT pela Altice. Houve um aumento no número de trabalhadores do projeto, de 600 para 700, bem como a abrangência do negócio da Altice Labs, que exporta “mais de 50%” da sua produção para um conjunto de 60 países, revelou Alexandre Fonseca.

Esta quinta-feira, a Altice Portugal promove uma cerimónia para marcar os quatro anos da marca Altice Labs. O comité executivo da empresa tem já presença garantida, assim como o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, que se deverá deslocar ao norte do país para este evento.

Com mais de 65 anos de história, o Altice Labs em Aveiro nasceu como Grupo de Estudos de Comutação Automática, tendo evoluído para PT Inovação no tempo da Portugal Telecom. Acabou debaixo da chancela da Altice com a compra dos ativos que eram da PT na sequência da fusão falhada com a brasileira Oi.

A partir deste centro, a Altice tem continuado a desenvolver tecnologia, sendo uma das últimas um novo router de acesso à internet com suporte para Wi-Fi 6. Trata-se de um novo protocolo que acelera e melhora as atuais redes sem fios.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Oeiras vai ter um pólo da Altice Labs. É o quinto fora de Aveiro

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião