Coronavírus: Pestana já sente impacto nas reservas. Governo convoca concertação social urgente

  • ECO
  • 6 Março 2020

O Governo convocou uma reunião de concertação social de emergência para discutir os apoios que serão dados às empresas afetadas pelo coronavírus.

O setor turístico já tinha admitido estar a sentir os impactos do coronavírus. E o próprio Grupo Pestana diz mesmo estar a sentir um abrandamento e cancelamento das reservas desde janeiro, avança o Jornal Económico (acesso pago). Na tentativa de minimizar os efeitos sentidos pelas empresas, António Costa marcou uma reunião de concertação social de urgência para discutir os apoios que serão dados, diz o Correio da Manhã (acesso pago).

“Sente-se um impacto negativo desde janeiro, que se traduz em abrandamento nas reservas e alguns cancelamentos, em especial de grupos”, disse uma fonte oficial do Grupo Pestana ao Económico. “Muitos deles não cancelam em definitivo, mas adiam os eventos programados”, continuou. O setor aguarda, agora, as recomendações específicas por parte da Direção-Geral de Saúde (DGS). A Associação de Hotelaria de Portugal (AHP) explica que os hotéis saberão lidar com um ou dois casos de infetados, mas não com uma disseminação do vírus.

E foi a pensar no setor turístico, mas também em todos os restantes, que o Governo decidiu marcar uma reunião de concertação social de emergência, avança o Correio da Manhã. A ideia é discutir os apoios que serão dados às empresas afetadas por este surto. Recorde-se que António Costa anunciou esta semana que vai lançar uma linha de tesouraria de 100 milhões de euros para apoiar as empresas.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Coronavírus: Pestana já sente impacto nas reservas. Governo convoca concertação social urgente

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião