Revista de imprensa internacional

A organização dos países exportadores de petróleo está a planear cortes na produção, mas poderá encontrar a resistência da Rússia. Na China, empresas tentam provar que estão de volta à normalidade.

O surto do novo coronavírus domina a atualidade internacional. Os países produtores de petróleo planeiam cortes na produção, mas que estão sujeitos à aprovação da Rússia. Pela China, onde os casos de infetados começaram a cair, as empresas falsificam dados para comprovar que estão de regresso à normalidade. Na Microsoft, os trabalhadores a recibos verdes vão receber o mesmo, ainda que trabalhem menos horas devido à epidemia. Veja estas e outras notícias que marcam as manchetes internacionais.

El Economista

Trabalhadores fantasmas e luzes acesas nas fábricas são truques na China para falsificar recuperação

Empresas e autoridades locais na China estão a recorrer a truques, como o aumento fraudulento do consumo de eletricidade ao deixar luzes e aparelhos de ar condicionado o dia inteiro em escritórios vazios e a falsificação listas de funcionários, para cumprir as novas metas estabelecidas por Pequim para recuperação económica. Como os casos do Covid-19 no país começaram a diminuir, os governos locais nas regiões menos afetadas pressionaram escritórios e fábricas a voltar ao trabalho.

Leia a notícia completa noEl Economista (acesso livre, conteúdo em espanhol)

CNBC

OPEP+ espera aprovação da Rússia para maior corte na produção de petróleo desde crise de 2008

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) anunciou um acordo para os cortes mais profundos na produção desde a crise financeira global, numa altura em que as preocupações intensas com o rápido crescimento do coronavírus na China aumentam a pressão sobre os preços do petróleo. O acordo está agora sujeito à aprovação da Rússia — um membro não pertencente à OPEP mas sim à OPEP+, que inclui aliados.

Leia a notícia completa na CNBC (acesso livre, conteúdo em inglês)

Business Insider

Microsoft vai pagar o mesmo salário aos funcionários… mesmo que trabalhem menos horas

A Microsoft vai continuar a pagar o salário normal aos trabalhadores a recibos verdes na área de Seattle e norte da Califórnia, mesmo que estes tenham de trabalhar durante menos horas ou a partir de casa. Estes trabalhadores são contratados pela tecnológica para desempenharem funções de, por exemplo, motoristas ou cozinheiros. “Reconhecemos as dificuldades que o trabalho perdido pode significar para estes funcionários”, disse o presidente da Microsoft, Brad Smith.

Leia a notícia completa no Business Insider (acesso livre, conteúdo em inglês)

Cinco Días

Casas mais altas da Europa podem valer mais de 1,2 milhões

Depois de ter ficado vazio durante a crise imobiliária, o edifício residencial mais alto da Europa, o In Tempo, em Benidorm, vai ser ocupado. Os principais compradores serão empresários espanhóis, em vendas que podem superar os 1,2 milhões de euros. O fundo norte-americano SVP investiu mais de 100 milhões de euros na compra e reforma do interior do arranha-céus de 200,2 metros de altura e espera, no primeiro trimestre de 2021, vender as 256 casas, sendo que 40% dos apartamentos já foram vendidos.

Leia a notícia completa no Cinco Días (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Engadget

SpaceX vai levar turistas espaciais para a Estação Espacial Internacional no próximo ano

A Axiom assinou um acordo com a SpaceX, liderada por Elon Musk, para levar três turistas espaciais, que irão pagar pela viagem, à Estação Espacial Internacional. A viagem, que durará dez dias, está programada para ser lançada no segundo semestre de 2021. A missão vai incluir um “comandante” da Axiom para ajudar os três clientes, naquela que será “a primeira viagem totalmente privada” à estação espacial, segundo a empresa.

Leia a notícia completa na Engadget (acesso livre, conteúdo em inglês)

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Revista de imprensa internacional

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião