Mercadona cresce 5% em 2019. Faturou 32 milhões em Portugal

Gigante espanhola faturou 25.500 milhões de euros, dos quais 32 em Portugal. Empresa tem atualmente dez lojas em território nacional.

A Mercadona faturou 25.500 milhões de euros em 2019, dos quais 32 milhões em Portugal, resultado da estratégia de internacionalização da empresa espanhola e números que refletem um crescimento de 5% face ao ano anterior.

Durante o ano passado, a Mercadona investiu 2.200 milhões de euros, um aumento de 46% na aposta no plano de transformação 2018-2023 para “impulsionar um modelo mais digital, produtivo, socialmente responsável e sustentável”, informou a companhia em comunicado.

Depois da primeira abertura, em Matosinhos, a Mercadona tem já dez lojas em Portugal, contando com 900 trabalhadores e mais de 300 fornecedores nacionais, num investimento de 150 milhões de euros. Durante esse período, o gigante espanhol pagou 11 milhões de euros em impostos através da Irmãdona Supermercados S.A., a sociedade que a empresa criou em Portugal.

A nível internacional e, presente em Espanha e em Portugal, a Mercadona integra 90.000 trabalhadores, uma rede de 1.636 supermercados e de 1.400 fornecedores. Os resultados contribuíram também para a distribuição de lucros: 340 milhões de euros entre os colaboradores em prémios por objetivos; 282 milhões para a Sociedade através de impostos, com uma taxa efetiva de 18%; 493 milhões reinvestidos na empresa como recursos próprios; e 130 milhões de euros entre os seus nove acionistas através de dividendos, informou a empresa.

A empresa quer continuar a desenvolver o plano de transformação até 2023 e, para isso, planeia investir 1.800 milhões de euros em 2020 na abertura de novos supermercados (69 em Espanha e 10 em Portugal), na renovação de outros 160 para adaptá-los ao “novo modelo de loja eficiente”, no desenvolvimento do projeto “Frescos Global” e na implementação da secção “Pronto a Comer” em mais 460 supermercados ao longo do ano. Para todos estes projetos, a empresa prevê criar mais de 2.000 postos de trabalho em Espanha e em Portugal.

“Em 2019, tendo o ‘Chefe’ sempre como farol, continuámos a consolidar a brutal transformação na qual a Mercadona está imersa, alcançando um marco histórico para todos os que fazemos parte da empresa, a nossa internacionalização para Portugal em julho passado. Tudo isto, assim como os desafios que ainda temos pela frente, não poderia ser alcançado sem a verdadeira força da transformação da Mercadona: as 90.000 pessoas, 900 delas em Portugal, que com o seu talento, esforço e liderança estão a construir uma empresa cada vez mais consciente de que o seu papel é contribuir para melhorar o ambiente social e económico, produzindo de forma eficiente e responsável para gerar prosperidade partilhada”, assinala o presidente da Mercadona, Juan Roig, citado em comunicado.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Mercadona cresce 5% em 2019. Faturou 32 milhões em Portugal

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião