Saiba que espaços e serviços foram encerrados por causa do vírus

  • Lusa
  • 10 Março 2020

Do ensino à cultura, da justiça às autarquias, saiba que serviços públicos estão encerrados ou condicionados por causa da epidemia do coronavírus.

A epidemia do coronavírus está a motivar o encerramento ou o condicionamento do acesso a serviços públicos, escolas, hospitais e outros equipamentos em Portugal, por prevenção ou devido a casos suspeitos e confirmados.

Eis uma lista de serviços e espaços encerrados ou com acesso condicionado em Portugal, conforme os anúncios públicos feitos até ao início da noite desta segunda-feira:

Ensino

  • A Direção-Geral da Saúde anunciou no domingo o encerramento de todas as escolas dos concelhos de Lousada e Felgueiras, no distrito do Porto.
  • A Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico do Porto fechou esta segunda-feira por tempo indeterminado “todas as instalações onde decorrem aulas”, incluindo Amarante e Penafiel, no distrito do Porto, além de Felgueiras e Lousada.
  • As aulas da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto estão suspensas e todos os seus estudantes estão interditados de circular no edifício do Hospital de São João. Também foram suspensas as atividades de formação — aulas, estágios e visitas de estudo — com a participação de profissionais do Centro Hospitalar Universitário de São João.
  • As instalações partilhadas do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar e da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto vão permanecer encerradas até 20 de março.
  • A Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (CESPU) suspendeu todas as aulas nos seus estabelecimentos de ensino e encerrou a maior parte dos espaços, de forma preventiva.
  • Em Portimão (distrito de Faro), dois estabelecimentos de ensino estão fechados: a Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, onde uma aluna foi diagnosticada com Covid-19, e a Escola Básica Professor José Buisel, onde leciona a mãe da aluna doente, também infetada.
  • A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real, decidiu suspender eventos e atividades desportivas da responsabilidade da academia, bem como as deslocações em serviço para países afetados pelo surto de Covid-19.
  • A Escola Secundária da Amadora, no distrito de Lisboa, e a Escola Básica 2,3 Roque Gameiro, no mesmo concelho, estão encerradas até 20 de março, depois de identificados dois novos casos de Covid-19.
  • Cerca de 90 estudantes da Universidade do Minho estão em quarentena profilática voluntária nas residências da academia em Braga, por terem estado em contacto com um aluno infetado com o novo coronavírus.
  • A Universidade dos Açores (com polos em São Miguel, Terceira e Faial) decidiu adiar por “tempo indeterminado ou cancelar” os “congressos, ‘workshops’, seminários ou outros eventos públicos científicos ou culturais” em espaços da instituição. A academia proibiu a entrada nas residências universitárias a qualquer pessoa que se desloque para o arquipélago proveniente de outros países e regiões sem que tenha cumprido um período de quarentena.
  • O Instituto Politécnico de Viana do Castelo suspendeu a edição 2020 do evento Cimeira IPVC e adiou a feira do emprego, que decorria em simultâneo, no dia 18, e que previa a participação de mais de 10 mil visitantes.
  • O Instituto de Estudos Superiores de Fafe fechou as instalações e suspendeu atividades presenciais pelo menos por duas semanas, por razões preventivas, numa medida que abrange 900 alunos.
  • A Universidade Nova de Lisboa suspendeu o ensino prático clínico de Medicina que leve alunos aos hospitais, bem como quaisquer eventos públicos não científicos no perímetro da universidade. A academia vai iniciar a substituição das aulas (teóricas e práticas), sempre que possível, por conteúdos e-learning e minimizar as viagens ao estrangeiro.
  • A Universidade Lusíada-Norte anunciou que vai suspender até sexta-feira as aulas e o atendimento ao público no campus de Famalicão, e que no campus do Porto vai cancelar todas as atividades de extensão universitária.
  • A Escola Superior de Saúde de Leiria vai suspender, a partir de terça-feira, os estágios clínicos de todos os cursos. Algumas instituições particulares de solidariedade social e câmaras municipais que recebem estes estagiários dos vários cursos de saúde também suspenderam a vertente de educação clínica.
  • A Universidade de Évora decidiu adiar todos os eventos marcados para os espaços da academia, como debates ou conferências, até ao dia 22 deste mês.
  • O Instituto Politécnico de Beja decidiu suspender todas as atividades além das letivas obrigatórias, bem como os eventos da sua iniciativa ou responsabilidade em locais fechados ou abertos ao público.
  • A Universidade de Coimbra suspendeu todas as atividades letivas presenciais, todos os eventos científicos, culturais e desportivos e as deslocações profissionais ou académicas no país e no estrangeiro. As cantinas vão “transitar para um serviço exclusivo de take-away”.
  • A Universidade de Lisboa suspendeu hoje todas as atividades letivas presenciais e as atividades de grupo desenvolvidas nos seus museus e jardins botânicos (que se mantêm abertos ao público para visitantes individuais). As deslocações em serviço ou para estudo estão canceladas e as atividades físicas e desportivas realizadas no Estádio Universitário ou nas escolas da academia estão suspensas ou mantidas com restrições.
  • O Egas Moniz – Cooperativa de Ensino Superior, em Almada (distrito de Setúbal), que integra o Instituto Universitário Egas Moniz e a Escola Superior de Saúde Egas Moniz, “como instituição de ensino na área da saúde, decidiu preventivamente e temporariamente suspender apenas as atividades letivas”.

Saúde

  • As visitas a hospitais e lares da região Norte foram suspensas temporariamente, conforme anunciou no sábado a ministra da Saúde.
  • O Programa Integrado de Apoio à Comunidade de Matosinhos foi encerrado em 6 de março, ficando os 19 profissionais de saúde que ali trabalham em isolamento domiciliário.
  • O Governo suspendeu as Juntas Médicas de Avaliação de Incapacidade, permitindo que os médicos de saúde pública se dediquem ao surto de Covid-19.
  • O Hospital do Espírito Santo de Évora limitou o número de visitas aos doentes internados e de acompanhantes nas urgências e consultas externas: além do acompanhante, os doentes internados “poderão receber uma visita, durante 30 minutos”, todos os dias entre as 15h00 e as 16h30 e entre as 19h00 e as 20h00. Na obstetrícia, é permitida a presença do acompanhante, mas não se realizam visitas.
  • O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra restringiu já em fevereiro os horários e os acessos das visitas aos doentes. O tempo de visitas foi restringido ao período entre as 15h00 e as 16h00 e entre as 19h00 as 19h30 e limitado a um visitante por doente.
  • O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, que integra os hospitais Santa Maria e Pulido Valente, limitou o número de visitas aos doentes e suspendeu a presença de alunos ou estagiários nas suas áreas assistenciais. Cada doente terá no máximo duas visitas por dia, em dois períodos, e só poderá permanecer uma visita de cada vez junto da pessoa internada. Foi também decidido cancelar todos os eventos científicos ou formativos para este mês e abril, suspender a presença de delegados de informação médica nas instalações e proibir a presença de alunos ou estagiários nas áreas assistenciais.
  • O Instituto Português de Oncologia de Lisboa decidiu restringir, a partir de terça-feira, o horário de visita e o número de visitantes a doentes internados, por tempo indeterminado. As visitas passam a realizar-se exclusivamente entre as 15h00 e as 18h00 e só é permitida a entrada de uma pessoa por doente, sem direito a troca de cartão de acesso. Está também limitada a presença de acompanhantes no ambulatório.
  • O Centro de Convívio de Terceira Idade do Entroncamento vai encerrar a partir desta terça-feira e por tempo indeterminado, como medida preventiva.

Justiça

  • As visitas a estabelecimentos prisionais da região Norte foram suspensas temporariamente devido à epidemia Covid-19, conforme anunciou no sábado a ministra da Saúde.
  • Em todo o país, estão suspensas as visitas aos fins de semana nas prisões, devendo estas ter lugar em dias úteis e limitadas a um máximo de dois visitantes por recluso.
  • As sessões de formação presencial no âmbito dos estágios de advocacia no Porto e em Guimarães, que envolvem 488 licenciados em Direito, estão suspensas por tempo indeterminado por razões “meramente preventivas”.
  • A Comarca da Madeira pediu aos cidadãos para que só se desloquem aos tribunais se forem convocados para diligências ou por motivo “absolutamente inadiável”.
  • As comarcas do Porto Este e de Braga pediram aos cidadãos convocados para diligências processuais para informarem previamente o tribunal se nas duas semanas anteriores tiverem estado em zonas de risco de contágio de Covid-19.

Cultura

  • A Direção-Geral de Saúde anunciou no domingo a suspensão de atividades em todos os estabelecimentos de lazer ou culturais nos concelhos de Lousada e Felgueiras, no distrito do Porto.
  • A Universidade de Évora cancelou até ao dia 30, as visitas turísticas ao Colégio do Espírito Santo e ao Centro Interativo de Arqueologia.

Autarquias

  • A Câmara de Felgueiras decidiu encerrar os serviços municipais de acesso ao público, exceto os Paços do Concelho, suspendeu as feiras semanais de Felgueiras e da Lixa e cancelou todos os eventos por um mês.
  • A Câmara de Lousada teve esta segunda-feira os Paços do Concelho a funcionar em regime de serviços mínimos e apelou à população para só se dirigir ao local em caso de urgência.
  • A União de Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória, que abrange a zona história e de diversão noturna do Porto, encerrou todos os seus serviços até à próxima quinta-feira como “medida pró-ativa de prevenção”.
  • A Câmara do Porto suspendeu atividades com saída de transporte e atividades extracurriculares nas escolas, e adiou as atividades camarárias que não são urgentes, como visitas e deslocações.
  • A Câmara de Portimão anunciou o encerramento preventivo dos equipamentos culturais e desportivos sob a sua gestão até 31 de março, por indicação da delegada de saúde pública. A medida abrange o teatro, museu e biblioteca municipais, o Portimão Arena, os pavilhões desportivos, as piscinas municipais de Portimão, Alvor e Mexilhoeira Grande e os campos de ténis do concelho.
  • A Câmara de Viana do Castelo decidiu suspender ou adiar todos os eventos previstos para este mês nos equipamentos municipais, com organização camarária ou por outras entidades.
  • A Câmara de Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, decidiu cancelar as feiras quinzenais e suspender todas as atividades culturais organizadas e promovidas pelo município este mês.
  • A Câmara de Vila Nova de Gaia determinou o cancelamento ou suspensão de eventos municipais de massas “até nova comunicação”.
  • A Câmara de São Brás de Alportel, no distrito de Faro, anunciou a suspensão de todas as deslocações em autocarros municipais para fora do concelho.
  • A Câmara de Valpaços, no distrito de Vila Real, anunciou o encerramento temporário das piscinas municipais, o cancelamento da projeção de filmes e a realização de eventos desportivos à porta fechada como medidas de precaução. O município decidiu ainda cancelar qualquer atividade social, cultural ou recreativa que implique a concentração de pessoas.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Saiba que espaços e serviços foram encerrados por causa do vírus

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião