Hoje nas notícias: Escolas, criptomoedas e Cofina

  • ECO
  • 12 Março 2020

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.

O coronavírus continua a marcar a atualidade nacional, com os diretores da escolas a manifestarem-se contra a decisão do Conselho Nacional de Saúde Pública de não fecharem as escolas, justificando “alarme social”. Cinco arguidos vão a julgamento esta semana por estarem acusados de burlar Portugal que envolveu investimentos numa criptomoeda. Na política, o novo regulamento do PSD prevê expulsão dos deputados em casos-limite.

Diretores estão contra a decisão de não fechar já todas as escolas

Depois do Conselho Nacional de Saúde Pública (CNSP) ter decidido que as escolas só devem encerrar por ordem das autoridades de saúde, os presidentes da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) e da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP) estão contra a decisão justificando o “alarme social” que a doença está a provocar dentro das comunidades educativas. Segundo Flinto Lima, que lidera a ANDAEP, os alunos “já não rendem como é normal em função de toda esta situação”. Já Manuel Pereira, da ANDE, considera que o Governo português está a cometer o mesmo erro que o Executivo italiano, defendendo que “é preciso atuar de imediato e tomar medidas drásticas”.

Leia a notícia completa no Jornal Público (acesso livre).

Portugal usado para burla milionária com criptomoeda

Esta semana, vão a julgamento em Lisboa cinco arguidos suspeitos de terem usado Portugal para uma megaburla internacional que envolveu investimentos numa criptomoeda. O Público não revela o nome da moeda, mas indica que os investidores eram atraídos com a promessa de ganhos avultados e sem risco. Pela mão dos réus terão passado cerca de 100 milhões de euros, segundo acredita a Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária.

Leia a notícia completa no Público (acesso condicionado).

Cofina perde caução de 10 milhões no negócio com a Prisa

A Cofina desistiu da compra da Media Capital, dona da TVI e da Rádio Comercial, por não conseguir completar o aumento de capital, justificando a decisão pela deterioração das condições de mercando. Com o falhando do negócio, perde uma caução de 10 milhões de euros.

Leia a notícia completa no Jornal de Notícias (link indisponível).

EDP acelera plano estratégico apesar das perdas em Portugal

A EDP acredita que foi “além dos objetivos” definidos no plano estratégico apresentado há um ano, por ter antecipado algumas medidas. Em sentido oposto, a redução da dívida está ainda abaixo das metas desenhadas pela elétrica nacional. Este plano, explicado em 2019 por António Mexia, prometia “transformar” a EDP numa empresa “verde”, com otimização do portefólio, investimento nas renováveis e desalavancagem.

Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (ligação indisponível).

 

Novo regulamento do PSD prevê expulsão em casos-limite

O novo regulamento dos deputados do PSD prevê a expulsão dos parlamentares em casos-limite, noticia o jornal i. “A direção poderá propor ao Grupo Parlamentar a exclusão do Deputado”, lê-se na proposta de novo regulamento, segundo a qual a decisão de exclusão é tomada “após audição do visado”. Estas novas regras terão de ser aprovadas por maioria absoluta na reunião da bancada desta quinta-feira.

Leia a notícia completa no jornal I (ligação indisponível).

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

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Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

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