Covid-19 já matou mais de 4.900 pessoas. Há mais de 133 mil infetados

  • Lusa
  • 13 Março 2020

Segundo o último balanço da AFP, o número de pessoas infetadas desde pelo novo coronavírus aumentou para 133.970 e o número de mortes subiu para 4.958.

O número de pessoas infetadas desde dezembro pelo novo coronavírus no mundo aumentou para 133.970 e o número de mortes subiu para 4.958, segundo um balanço feito pela agência noticiosa France-Presse (AFP).

Citando fontes oficiais, a AFP refere, num balanço com dados atualizados às 9h00 desta sexta-feira, que, no total, foram registadas em 120 países e territórios 2.513 contaminações e 35 novas mortes desde o último balanço, às 17h00 de quarta-feira.

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau), onde a pandemia eclodiu no final de dezembro, contabilizou um total de 80.813 casos, incluindo 3.176 mortes e 64.111 curados. Entre as 17h00 de quinta-feira e as 09h00 desta sexta-feira foram anunciadas 20 novas infeções e e sete novas mortes no país.

Em outras partes do mundo, houve até às 9h00 GMT, um total de 1.782 mortes (28 novas) para 53.163 casos (2.493 novos).

Os países mais afetados depois da China são Itália, com 1.016 mortes para 15.113 casos, Irão com 429 mortes (10.075 casos), Espanha com 84 mortes (3.004 casos) e Coreia do Sul com 67 mortes (7.979 casos).

Desde quinta-feira às 17h00, a Índia e a Noruega anunciaram as primeiras mortes relacionadas com o vírus. Gana, Quénia e São Vicente e Granadinas (Caraíbas) anunciaram o diagnóstico dos primeiros casos.

O novo coronavírus responsável pelo Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.900 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde a declarar a doença como pandemia. O número de infetados ultrapassou as 133 mil pessoas, com casos registados em mais de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 78 casos confirmados.

Face ao avanço da pandemia, vários países têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China na zona do surto.

A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 15.000 infetados e pelo menos 1.016 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o país.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou quinta-feira o número de infetados, que registou o maior aumento num dia (19), ao passar de 59 para 78, dos quais 69 estão internados. A região Norte continua a ser a que regista o maior número de casos confirmados (44), seguida da Grande Lisboa (23) e das regiões Centro e do Algarve, ambas com cinco casos confirmados da doença.

As escolas de todos os graus de ensino vão suspender todas as atividades letivas presenciais a partir de segunda-feira, devido ao surto Covid-19, anunciou quinta-feira o primeiro-ministro, António Costa, numa declaração ao país.

Várias universidades e outras escolas já tinham decidido suspender as atividades letivas. O Governo decidiu também declarar o estado de alerta em todo o país, colocando os meios de proteção civil e as forças e serviços de segurança em prontidão.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Covid-19 já matou mais de 4.900 pessoas. Há mais de 133 mil infetados

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião