Itália encerra todas as lojas, à exceção de supermercados e farmácias

O Governo italiano decidiu encerrar todos os serviços considerados não essenciais no país, deixando abertos apenas as farmácias e os mercados que vendam alimentos.

O Governo italiano decretou o encerramento de todos os serviços considerados não essenciais, como lojas e bares, deixando apenas abertas as farmácias e os supermercados e mercados que vendem alimentos face à propagação do coronavírus, avança o La Stampa (conteúdo em italiano).

O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, durante um direto no Facebook, em que estabeleceu as seguintes medidas: todo o comércio, exceto farmácias e mercados que vendem alimentos, devem ficar fechados, e todos os estabelecimentos que não puderem garantir um metro de distância entre os clientes, como bares e cabeleireiros, não podem abrir portas.

“Não há necessidade de correr para os supermercados”, continuou o governante, notando que as entregas ao domicílio continuarão a ser permitidas. “Será garantido o funcionamento de serviços públicos essenciais, incluindo transportes, serviços bancários, serviços postais e financeiros, bem como os serviços acessórios necessários para garantir o funcionamento desses mesmos serviços”, disse Conte. Ao mesmo tempo, recomendou o teletrabalho.

Estas medidas foram anunciadas um dia depois de o Governo ter colocado todo o país sob quarentena, proibindo as movimentações das pessoas, a não ser em casos de necessidade. Até ao momento, Itália já regista 12.462 casos de coronavírus confirmados e 827 mortes.

(Notícia atualizada às 21h33 com mais informação)

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