Governo anuncia novas medidas e restringe eventos a 100 pessoas

Dois dias depois do anúncio das primeiras medidas de contenção, após o conselho de ministros de quinta-feira, Eduardo Cabrita anunciou novas decisões. Gestão das fronteiras será tema para mais tarde.

O Governo decidiu anunciar novas medidas de contenção, especialmente na utilização dos espaços públicos durante o período de propagação do vírus Covid-19, anunciou esta tarde o ministro da administração Interna, Eduardo Cabrita. O responsável disse que o Governo esteve a refletir sobre as medidas anunciadas, mantendo sempre o contacto com forças de segurança como a GNR, PSP, SEF e Proteção Civil.

Reduzir a dimensão de eventos, quer em espaços cobertos como ao ar livre, para um máximo de 100 pessoas, foi uma das novidades anunciadas. “Façam as reuniões e os encontros estritamente necessários”, afirmou o ministro. O Governo decidiu também proibir o “consumo de bebidas alcoólicas na via pública”, porque “devemos limitar a utilização desses espaços. “Há um fortíssimo apelo à responsabilidade”, explicou o ministro da Administração Interna.

“Esta é uma batalha de todos os cidadãos”, sublinhou o responsável pela pasta da Administração Interna.

Há um fortíssimo apelo à responsabilidade. (…) Esta é uma batalha de todos os cidadãos.

Eduardo Cabrita

Ministro da Administração Interna

O governante também pediu “aos cidadãos, com caráter geral, que se coíbam de fazer todas as deslocações que não sejam absolutamente necessárias: ir trabalhar, adquirir produtos alimentares, visitar familiares idosos ou dependentes que careçam de apoio direto”.

O ministro da Administração Interna apelou a que estas regras fossem “estritamente respeitadas”.

A redução da ocupação de espaços de restauração a dois terços aplica-se também, adicionou, a casos como esplanadas licenciadas. “Aí iremos ser exigentes no cumprimento dessas regras, garantindo distanciamento social que permita a maior segurança de todos”, assinalou.

A DGS atualizou esta manhã os dados relativos a casos de infeção em Portugal: são já 245 os infetados em território nacional, mais 76 do que no dia anterior. Eduardo Cabrita remeteu para mais tarde outros comentários sobre novas medidas, incluindo a gestão ou um eventual fecho de fronteiras. Recorde-se que o primeiro-ministro António Costa tem, marcada para hoje, uma reunião por videoconferência com o chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, para discutir o controlo fronteiriço. Espanha decretou este sábado uma quarentena de 15 dias a começar imediatamente.

Em nota enviada às redações, o Ministério da Economia e da Transição Digital, informa que determinou “restrições no acesso e na afetação dos espaços nos estabelecimentos comerciais e nos de restauração ou de bebidas através de portaria hoje divulgada em Diário da República“.

A afetação dos espaços acessíveis ao público dos estabelecimentos de comércio a retalho, das grandes superfícies comerciais e dos conjuntos comerciais deve observar regra de ocupação máxima indicativa de 0,04 pessoas por metro quadrado de área”, explica a nota enviada, esclarecendo que, num centro comercial ou numa loja, a ocupação simultânea não deve ultrapassar 4 pessoas por cada 100 metros quadrados, excluindo os trabalhadores e prestadores de serviços.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Governo anuncia novas medidas e restringe eventos a 100 pessoas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião